É TEMPO DE REGRESSAR E RECOMEÇAR

01 Setembro 2021

É TEMPO DE REGRESSAR E RECOMEÇAR

Depois de um ano e meio de pandemia, nada ficou como dantes e dificilmente ficará. A pandemia Covid-19 entrou nas nossas vidas sem pedir licença, alterou as nossas rotinas, destruiu empregos e empresas, mas também criou novas oportunidades. No regresso das férias é tempo de recomeçar e… em grande!

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Da europa chega um novo produto de titularização sintética ao abrigo do Fundo Europeu de Garantia para apoiar as PME dos 22 Estados-Membros afetadas pelo surto pandémico, incluindo Portugal. Com um orçamento específico previsto de 1,4 mil milhões de EUR, o novo produto deverá mobilizar pelo menos 13 mil milhões de EUR de novos empréstimos. A titularização sintética é uma técnica financeira cujo objetivo é ajudar as PME a angariar novos empréstimos mais arriscados junto de intermediários financeiros, libertando a capacidade de concessão de empréstimos dos intermediários financeiros e evitando que os seus recursos sejam transferidos para ativos de menor risco em vez de serem aplicados em empréstimos para as PME.

Com a sobreposição do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e PORTUGAL 2030 não faltará dinheiro para injectar na economia e, a julgar pelas garantias apresentadas pelo Governo e pelas entidades que gerem os fundos, a próxima década promete ser generosa em dinheiro europeu à disposição do tecido empresarial. São cerca de 60 mil milhões de euros, dos quais 14,5 mil milhões diretos para as empresas. As primeiras verbas do PRR já chegaram em julho e, desde a activação do plano, já foram publicados no site dezasseis avisos para financiamento, dos quais sete exclusivos para empresas incluindo concursos públicos de fornecimento, sendo que o concurso para apresentação de ideias para agendas mobilizadoras e verdes é responsável por 930 milhões de euros da dotação orçamental. Os projetos não realizados no PORTUGAL 2020 podem ainda transitar para o programa seguinte e, a navegar em maré-cheia de fundos, o Portugal 2030 deve arrancar até ao final do ano com o lançamento dos primeiros concursos. Com tempos de análise mais curtos e mais previsíveis, o novo quadro comunitário promete mais escrutínio e transparência, mais tecnologia e desmaterialização e interoperabilidade na administração dos fundos.

Mas para onde vai o dinheiro afinal?

É inevitável que o pós-pandemia acelere as tendências de digitalização e transição verde, domínios em que a indústria 4.0 já estava a dar um contributo importante antes da crise de saúde pública. Agora, com os meios financeiros disponíveis, o papel da nova “revolução industrial” será determinante para ultrapassar a crise. A reindustrialização pede organizações muito mais flexíveis, rápidas e ágeis. Exige uma visão das cadeias de valor integradas e não apenas a pensar nos serviços associados ao consumidor final.

Aqui ficam as nossas dicas para investimentos em empresas mais produtivas, inovadoras, qualificadas e solidárias:

Bioeconomia circular e digital: A indústria do futuro terá que ser mais renovável, digital, circular e com resíduo tendencialmente zero, garantindo que as transições energética e digital não excluam ninguém. O percurso para uma transição mais sustentável da indústria portuguesa passa, inevitavelmente, pela bioeconomia circular e digital.

Flexibilidade e rapidez: Os novos negócios exigem mais flexibilidade e agilidade, mais rapidez no time-to-market, uma redução nas cadeias de valor e maior proximidade.

Automação: Inteligência artificial, realidade aumentada, IoT, interação entre homens e máquinas, prototipagem rápida e fabrico aditivo já fazem parte da indústria 4.0, mas vão tornar-se exponenciais assim que o 5G esteja operacional.

Omnicanal: Ter presença física e virtual é o futuro dos negócios. As plataformas digitais com os seus marketplaces são uma excelente opção que oferecem soluções logísticas online, determinantes para acelerar a digitalização de muitas PME.

Testbeds: Testar a inovação através da simulação de ambientes reais permite desenvolver produtos, processos ou serviços de forma mais rápida e eficiente. Os testbeds encurtam o percurso entre a fase de pesquisa e o mercado e aceleram a comercialização.

I&D: Reforçar o investimento em I&D, tornará o país mais competitivo, potenciará o aumento dos níveis de formação, a inovação e a digitalização.

Cooperação: A colaboração é uma das palavras-chave do conceito de indústria 4.0 e a cooperação entre parceiros tecnológicos e universidades é essencial para o processo de inovação.

É, portanto, tempo de investir no futuro e, pelo menos nos próximos 10 anos, o financiamento do futuro está garantido. Onde investir? Nós ajudamos.

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Cláudia Martins
Gestão de Projetos