OS EMPREGOS MAIS PROCURADOS

30 Abril 2021

OS EMPREGOS MAIS PROCURADOS

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Já não basta ser bom tecnicamente. Inteligência emocional, criatividade, adaptabilidade e empatia. As soft skills tendem a ser cada vez mais valorizadas na tomada de decisão nos processos de contratação de recursos humanos.

Os impactos inesperados e tão imediatos da pandemia, obrigaram a sociedade em geral, mas também as empresas de uma forma particular, a adaptarem-se muito rapidamente às mudanças. Já antes do COVID-19 ter entrado nas nossas vidas, sabíamos que o emprego do futuro estaria alicerçado na automatização, robotização, flexibilidade, adaptabilidade e mais competências ao longo da carreira. Agora, no pós pandemia, é certo que a capacidade de adaptação, a aprendizagem ativa, o raciocínio analítico para compreensão de cenários e resolução de problemas de forma lógica e ordenada, o pensamento crítico, a capacidade de criar, inventar e trazer ideias originais, a influência social para aumentar a afinidade com os clientes, a inteligência emocional e a aptidão para convencer, tornaram-se nas competências mais procuradas pelos empregadores. Ao invés, a capacidade de efetuar tarefas rotineiras e repetitivas tendem a deixar de ser um factor decisivo na contratação e a necessidade de interação física, dará lugar cada vez mais à interação digital.

As profissões da linha da frente no combate à pandemia (saúde, distribuição, agricultura, logística e serviços básicos) saltaram para o topo das mais procuradas, mas as empresas tecnológicas continuam a ser as que mais contratam.

Então, onde são mais necessários os novos talentos?

Os analistas e cientistas de dados, especialistas em machine learning e inteligência artificial, big data, estratégias de marketing digital e processos de automação estão no topo das funções que serão mais requisitadas até 2025. Entre as profissões mais procuradas estão os analistas de IoT (internet das coisas), os analistas de Big Data, os gestores de realidade aumentada e os técnicos de cibersegurança.

Os profissionais, técnicos, auxiliares de saúde e cuidadores que vinham a ser já mais necessários e valorizados por causa do envelhecimento da população, tornaram-se em heróis e as oportunidades nestas áreas cresceram significativamente.

A telemedicina, através das consultas ou até cirurgias à distância, criará a necessidade de técnicos especializados para estas competências.

O envelhecimento generalizado da população mundial, a par da evolução do mundo digital criará novos empregos na prestação de cuidados remotos, entre eles, os chamados walker talkers que ajudam os idosos a passar o tempo.

A transição energética e a descarbonização da economia, uma das principais metas mundiais no processo de transição climática, vão viabilizar a criação de 40 milhões de empregos nas áreas das energias renováveis e eficiência energética.

Também a engenharia ambiental, por força da cada vez maior preocupação com o desenvolvimento sustentável e a preservação do meio ambiente, está a potenciar grandes investimentos na recuperação e na preservação dos habitats naturais. Com a preocupação ambiental cada vez mais presente, a garantia de uma economia sustentável abre portas a novos trabalhos na área do controlo da origem sustentável das matérias primas e do impacto ambiental.

A aceleração do comércio electrónico, potenciada de forma relevante pela pandemia, traz um aumento nas atividades associadas ao transporte e logística. No campo da inovação empresas de comércio online já estudam a possibilidade de realizarem entregas através de drones, sobretudo nas grandes cidades, pelo que a gestão destes equipamentos terá que ser efetuada por profissionais especializados na gestão do tráfego de drones.

A experiência com o cliente, mais do que vender produtos ou serviços, começa a ser cada vez mais importante na relação comercial potenciando a necessidade de técnicos que desenvolvam interações permanentes com o cliente.

Os gestores de talentos estão em alta, uma vez que as empresas sentem cada vez mais necessidade de atrair e manter os talentos nas suas organizações.

Em queda estão os empregos na agricultura, os técnicos de manutenção, reparação  ou armazenamento (por força da automatização), as funções de apoio administrativo, relacionadas com a introdução de dados, os gerentes administrativos, os serviços comerciais e de atendimento público e os profissionais de telemarketing substituídos por chatboots ou assistentes de voz. Com a chegada dos carros autónomos, também os motoristas deixarão de ser tão procurados.

Certo é que, no lugar de salários mais baixos e com requisitos e competências menos exigentes, esperam-se ocupações mais especializadas e com vencimentos mais elevados.

 

Cláudia Martins
Gestão de Projetos