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INVESTIR NO FUTURO. ESTÁ NA HORA

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A Multisector lida com o tema “investimento” desde sempre.

É esse o pilar da oportunidade de atuação que tem no mercado há mais de 24 anos, e no qual se tornou especialista, sendo que os Sistemas de Incentivos são vistos como um meio para chegar a um fim, ie, são uma excelente fonte de financiamento que as empresas podem, e devem aproveitar.

Na nossa opinião, este é o timing certo para os Empresários portugueses refletirem estrategicamente sobre as suas empresas – e se questionem “para onde querem ir para o futuro?”, “que problemas de dependência sofreram com a pandemia no seu negócio?”, “ que novas oportunidades surgiram do ‘novo normal’?” – para traduzir em planos de investimento: “que novos investimentos devem começar a planear para os próximos dois anos?”.

Pode parecer um contra-senso pensar em investimentos quando as empresas estão, à partida, a passar dificuldades devido às restrições produtivas ou da procura em consequência da pandemia. Mas, naturalmente que esta assunção não é verdade para todos os negócios e sectores. Mesmo sendo-o para vários, também pode ser uma oportunidade para gerar mudança (falarei disso mais à frente).

Porque acredito que não é  um contra-senso? Desde logo, porque a visão empresarial não se pode focar apenas no curto-prazo, pois o médio e longo prazo é que garantirão a sobrevivência das empresas, a sua sustentabilidade e mesmo, o seu crescimento.

Identifico a seguir as razões para que os empresários portugueses comecem a reflectir sobre que futuro querem para as suas empresas, planeando um conjunto de investimentos que suporte a mudança reflectida (exigida):

1.

Dizem os gurus e peritos em Gestão e Economia, que é nos períodos de baixa de mercado (leia-se, de redução da procura generalizada, catástrofes ou redução de atividade) que se devem estruturar planos de ação e de investimento. Porquê? 1º) poucos o fazem; 2º) quem primeiro o fizer, maior probabilidade de sucesso terá para liderar na satisfação da procura na retoma, pois SERÃO OS PRIMEIROS A CHEGAR AO MERCADO E A SATISFAZER A PROCURA. SERÃO OS LÍDERES (e não seguidores). Naturalmente que devem ser investimentos indutores de maior competitividade: de I&D e de Inovação, de produto ou de processo produtivo (produzir de forma mais rápida, eficiente e barata).

2.

Uma redução atual de atividade produtiva e de procura devido à crise pandémica, deve ser vista também de um ângulo positivo, ou seja, como uma oportunidade para os empresários reflectirem se não chegou o momento de tomar decisões que os levem a diminuir riscos, diversificando: produtos e/ou serviços, mercados setoriais e geográficos, formas de colocar os produtos no mercado (em mais mercados e em mais clientes). Internamente, os empresários devem reflectir se não devem apostar mais em I&D, Inovação, design, marcas próprias, digitalização dos processos de negócio (internos e externos), maior automatização dos processos produtivos, maior informatização (ter hoje a informação adequada no momento certo, é fundamental para mais rapidamente serem tomadas ações e decisões!), novas formas de comunicação e de marketing digital, etc., etc.

3.

Novos Apoios ao Investimento. Tema muito querido da Multisector. Vão surgir, mais cedo ou mais tarde, e com muito dinheiro disponível. As ajudas aos empresários nos novos investimentos serão uma realidade a curto prazo e prevemos os seguintes instrumentos de apoio ao investimento empresarial:

→ Lançamento de Novos Concursos, ainda sob a égide do PT2020. Pode ainda acontecer (e em boa verdade, deveria já ter acontecido). A questão explica-se facilmente e é uma situação recorrente nos últimos meses dos Quadros Comunitários de Apoio (QCA):

• Candidaturas aprovadas, com Termos de Aceitação assinados e portanto, verbas dos incentivos cativas, mas que por várias razões, as empresas não aproveitam, sendo essas verbas descativadas e aproveitadas para novos concursos. Apesar de estarmos a dois meses da conclusão do período do PT2020 (as regras comunitárias permitem concluir a execução das verbas atribuídas até três anos depois do final do QCA, a chamada “regra do N+3”,ou seja, até 2023). Com a segunda vaga da epidemia, poderão abrir novos Avisos de Concurso no âmbito dos SI-I&DT e SI-Inovação direccionados para produtos relacionados para o combate ao Covid-19,ou mesmo, para apoiar na diversificação de produtos e processos produtivos.

Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). É verdade que as áreas de investimento (e montantes) são dominadas pelos apoios às infraestruturas da esfera pública nos domínios dos transportes, ambiente, transição energética e combate às alterações climáticas, infraestruturas escolares, equipamentos sociais e da saúde, mas existe verba para apoio às empresas, que devem ser aproveitadas pelos empresários.

Novo Quadro Comunitário de Apoio, onde haverá muito dinheiro para apoio aos investimentos empresariais. Ninguém sabe ao certo quando arrancará, mas numa situação normal (leia-se, mantendo-se a tradição entre mudança de QCA), deverá acontecer durante o 2º trimestre / início do 3º trimestre de 2021. A urgência da retoma económica do país e das empresas, pode, e acreditamos que vai apressar a chegada da “bazuca de dinheiro” às empresas.

Os empresários devem começar já a pensar que futuro de médio e longo prazo querem para as suas empresas, que mudanças devem ser capazes de gerar para diminuírem riscos de dependência (de produtos/serviços, clientes, setores, mercados geográficos, tecnologia, …), que esta pandemia trouxe e que importa contrariar. Está na hora! Este é o timing certo.

Como sempre, a Multisector está ao lado dos empresários nesta caminhada! Podem contar connosco – disponibilidade, experiência e know-how – quer na reflexão estratégica, quer na estruturação dos planos de investimento e no aproveitamento dos sistemas de incentivos para apoio ao investimento.

Rui Fradinho
Gestão Empresarial

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DIGSIM

É cliente Multisector? Sim? Então beneficie da nossa campanha 2020 e aproveite um desconto direto de 24% em projetos de implementação DIGSIM, só até ao final do ano.

Sabemos que o mundo mudou. A forma de trabalhar é diferente e nunca os empresários e gestores tinham enfrentado tão rápidas (e drásticas) alterações ao seu modelo de negócio. Digitalizar a gestão já não é uma questão de ‘quando’, mas de ‘como’. 2020 tornou-se o ano do Business Intelligence, onde empresários e gestores passaram a tirar partido de ferramentas que até aqui estavam apenas à disposição de maiores corporações.

A DIGSIM ajuda empresas a tomar melhores decisões, mais rápidas e acertadas, baseadas em dados correntes e históricos das operações da sua organização. O empresário para a ter uma visão e monitorização total da informação-chave das operações da sua empresa. 24 horas por dia, por computador ou smartphone, a DIGSIM compila de forma estratégica e visual um conjunto de relatórios e dashboards dinâmicos referentes às dimensões críticas do seu negócio (p.e. Gestão, Financeiro, Comercial, Produção, Assistência Técnica, etc).

Quem possui “Informação em tempos de incerteza é Rei” (Forbes, 2020). E quem implementa DIGSIM na sua empresa tem o poder de:

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Site:     digsim.pt

E-mail: sim@digsim.pt

Tlm:     +351 926 649 741

O TURISMO A MÉDIO PRAZO

A COVID 19, bem como a recente adesão do Turismo de Portugal ao Global Sustainable Tourism Council (GSTC) e ao Pacto Português para os Plásticos influenciaram o desenvolvimento do Plano de Turismo para 20-23, estando orientado para uma maior sustentabilidade.

 

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O Plano foi apresentado no passado dia 26, na sede do Turismo de Portugal, contando com as presenças da Secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, e da Secretária de estado do Ambiente, Inês dos Santos Costa.

O Plano estrutura-se em três pilares de atuação e um pilar transversal de controlo e avaliação de implementação:

1. Oferta cada vez mais sustentável;

2. Qualificação dos agentes do setor;

3. Promoção de Portugal enquanto destino sustentável, e;

4. Monitorização das métricas de sustentabilidade do setor.

Estes pilares traduzem-se na realização de mais de 70 projetos e ações alinhados com os desafios de sustentabilidade no panorama mundial, a estratégia delineada para o setor do Turismo até 2027 e a política de retoma pós COVID 19. Os projetos e ações preveem atingir os seguintes objetivos:

→ Crescimento em 50% dos empreendimentos com sistemas de eficiência energética, água e gestão de resíduos;

→ 50% dos empreendimentos de 4 e 5 estrelas eliminarem o plástico de uso único;

→ 25 000 adesões ao selo Clean&Safe;

→ 30 000 formados e 1 000 auditados;

→ 50 000 profissionais com formação na área da sustentabilidade;

→ 500 referências internacionais da sustentabilidade da oferta em Portugal.

No âmbito do segundo pilar de atuação do Plano, o Turismo de Portugal estabeleceu um protocolo com o Fundo Ambiental com o intuito de potenciar iniciativas e dinâmicas existentes e partilhar boas práticas, e consequentemente, incrementar receitas e satisfação do turistas e simultaneamente preservar o meio ambiente. Para isso, existe um financiamento de 100% pelo Fundo Ambiental, com um orçamento de 200 mil euros e um prazo de realização até 31 de dezembro de 2020 que pretendem:

→ A reeducação para uma restauração circular e sustentável;

→ Adoção de práticas de economia circular nos destinos turísticos litorais;

→ Neutralidade carbónica nos empreendimentos turísticos;

→ Construção sustentável em empreendimentos turísticos

→ Eficiência hídrica nos campos de golfe;

→ Redução do plástico na hotelaria.

Este protocolo conta com o apoio da AHRESP, Universidade Nova de Lisboa, Federação Portuguesa de Golfe e Conselho Nacional da Indústria do golfe e Travel without plastics.

Rita Marques acredita que a implementação deste plano potenciará “a recuperação do setor assente na sustentabilidade permitirá não só a resiliência perante futuras crises, como o retomar da atividade turística sob o compromisso de fazer melhor e com maior segurança, dos pontos de vista económico, social e ambiental”.

Edite Rodrigues
Estratégia & Desemvolvimento

2021: TENDÊNCIAS TECNOLÓGICAS ESTRATÉGICAS

Recentemente a consultora Gartner revelou as tendências tecnológicas estratégicas que prometem marcar o ano de 2021. Estas tendências são influenciadas pela necessidade de dar resposta ao atual contexto de crise provocada pela pandemia e incidem em três pilares: Centralização nas Pessoas, Independência de Localização e Entrega Resiliente.

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De seguida, damos a conhecer o Top 9 das tecnologias estratégicas, que compõem o “Top Strategic Technology Trends for 2021” divulgado durante Gartner IT Symposium/Xpo Americas:

Internet of Behaviors (IoB) – À recolha e análise de dados com o objetivo de incutir comportamentos é denominada por Internet of Behaviors (que se poderá traduzir em: Internet de Comportamentos). A IoB combina tecnologias diversas (soluções de reconhecimento facial, sistemas de localização, wearables, Big Data, etc.) para recolha de dados que as pessoas geram no seu dia-a-dia e correlaciona essa informação resultando em eventos comportamentais. As organizações podem vir a utilizar essa informação para influenciar comportamentos no ser humano e deste modo afetar diretamente a forma como interagem com os seus colaboradores e clientes. Embora seja um paradigma que certamente ainda dará origem a intensos debates éticos e sociais, a Gartner prevê que até 2025 mais de metade da população mundial tenha sido sujeita a pelo menos um programa de IoB.

Total Experience – Trata-se de uma nova estratégia apresentada pela Gartner, que combina a Multiexperiência (abordagem apresentada pela mesma consultora o ano passado, associada ao desenvolvimento soluções que promovam múltiplas experiências de utilização) com áreas tradicionalmente mais isoladas (experiência do cliente, experiência do colaborador, experiência do utilizador). Aqui o objetivo é melhorar a experiência para todos os intervenientes, o que vai permitir transformar negócios e alcançar resultados comerciais diferenciados e mais adequado a todos (muito útil para empresas em recuperação do impacto da pandemia).

Privacy-enhancing computation – À medida que a quantidade de dados aumenta, os riscos de ataque à privacidade são cada vez maiores. Diferente das abordagens mais comuns que protegem dados em repouso, a abordagens computacionais “privacy-enhancing” referem-se a um conjunto de tecnologias que procuram proteger dados durante a sua utilização. A Gartner prevê que até 2025, metade das grandes organizações terão implementado soluções baseadas em privacy-enhancing computation (que pode ser traduzido em algo como computação em prol da melhoria da privacidade) para processamento de dados em ambientes não confiáveis (especialmente diante de atividades como transferência de dados pessoais, monetização de dados e análise de fraudes, bem como outros casos de uso de dados altamente confidenciais).

Distributed Cloud – Tendência tecnológica que resulta da aplicação da tecnologia cloud para interoperar com dados e aplicações que possam estar em várias localizações geográficas, já sendo considerada como o futuro da computação em nuvem (cloud computing). Permite que as empresas mantenham, operem e desenvolvam serviços na cloud pública, e os executem em diferentes locais físicos. Fornece um ambiente ágil que ajuda a ultrapassar questões de baixa latência, custos e regulamentos de privacidade que exigem que dados permaneçam numa localização física.

Anywhere Operations – Modelo operacional de TI assente em infraestrutura distribuída, que permite a clientes, colaboradores e parceiros operar e gerir negócios a partir de qualquer lugar. Mais do que teletrabalho ou atendimento remoto a clientes, este conceito refere-se ao desenvolvimento de infraestruturas digitais escaláveis, que incluam experiências de valor agregado em torno de cinco áreas core: colaboração e produtividade, acesso remoto seguro, infraestruturas edge e cloud, quantificação da experiência digital e automação para suportar operações remotas.

Cybersecurity Mesh – À medida que as organizações se rendem à transformação digital, cresce também a necessidade de garantir que o acesso destes ativos se mantém seguros. A malha de cibersegurança refere-se ao conjunto de tecnologias que permite o acesso e utilização segura de qualquer ativo digital independentemente da localização quer do ativo, quer do utilizador. Trata-se de uma abordagem arquitetónica distribuída para controlo de segurança escalável, flexível e confiável que garante o acesso e utilização segura quer de ativos baseados na cloud, quer de dados distribuídos oriundos de dispositivos não controlados.

Intelligent composable business – De um modo geral, o principal foco das organizações é garantir a eficiência dos seus negócios, sendo que para tal, têm recorrido a processos estáticos. Consequentemente, quando atingidas por situações inesperadas (como a COVID-19), revelam pouca capacidade e resposta. Este conceito surge em resposta à necessidade de apostar em processos e arquiteturas inteligentes, modulares, e ‘combináveis’ , com capacidade de se adaptar ao ritmo das mudanças. A utilização de tecnologias que facilitam o acesso a dados; que possam melhorar essa informação com novos insights, e consequentemente melhorar a tomada de decisão potenciam a abertura de novos modelos e processos de negócios mais ágeis, permitindo respostas mais rápidas e eficazes.

AI Engineering – Segundo a Gartner apenas cerca de metade dos projetos de Inteligência Artificial (IA) conseguem passar do protótipo à produção. Isto acontece principalmente devido à ausência de ferramentas que permitam dimensionar estes projetos. A Engenharia de IA surge como uma estratégia robusta para facilitar o desempenho, escalabilidade, “interpretabilidade” e confiabilidade dos modelos de IA, ao mesmo tempo que procura oferecer valor aos investimentos realizados em IA. Está centrada na governação e gestão do ciclo de vida dos mais diversos modelos de IA e assenta em três pilares: DevOps, ModelOps e DataOps.

Hyperautomation – A “hiperautomação” orientada a negócios é uma abordagem no qual as empresas procuram automatizar rapidamente o máximo de processos de negócio e de TI que conseguirem. É uma tendência que tem vindo a crescer nos últimos anos e que será acelerada com a pandemia, onde o digital vem em primeiro lugar. É potenciado por ferramentas de IA, Machine Learning, software orientado a eventos, automação de processos robóticos e outras ferramentas de automação de tarefas e tomadas de decisão.

Quais serão as suas apostas?

 

Carla Ribeiro
Investigação & Desenvolvimento

O REGRESSO À ANORMALIDADE NORMAL

O novo ano laboral começou com a anormalidade já normal do nosso novo dia-a-dia. O surto de covid-19 está ainda longe do fim e nos últimos dias ultrapassou-se a barreira de 1 milhão de mortes e 33 milhões de infetados no mundo inteiro.

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Há países que já tiveram o surto controlado, mas que neste momento voltam a estar a braços com um grande aumento de casos. Pelo menos 30 países europeus registaram uma subida acentuada das infecções nas últimas semanas, incluindo Portugal. Sinais de que a 2ª vaga está aí!

Fomos assistindo a um “desconfinamento” progressivo, mas o regresso ao trabalho pós férias não afastou os cenários da incerteza sanitária, social e económica. Para evitar um aumento exponencial de contágios decorrente da gradual retoma da atividade, o Governo decretou o regresso ao Estado de Contingência a partir de 15 de Setembro e, como medida preventiva por causa do contexto internacional, da chegada do Outono e do regresso às aulas e aos trabalhos, prolongou-o até 14 de outubro.

As concentrações estão limitadas a 10 pessoas, os horários de funcionamento dos estabelecimentos comerciais foram revistos, nas áreas de restauração de centros comerciais, instituiu-se o limite máximo de 4 pessoas por grupo, a venda de bebidas alcoólicas nas estações de serviço está proibida e está vedado o consumo na via pública.

Com o regresso às aulas em regime presencial, assistimos a uma readaptação do funcionamento das escolas à nova realidade sanitária com a criação de planos de contingência em todas as escolas, distribuição de EPIs e implementação de referencial de atuação perante caso suspeito, caso positivo ou surtos. Nos restaurantes, cafés e pastelarias próximas das escolas, não são permitidos grupos superiores a 4 pessoas.

O teletrabalho, sempre que possível, continua a ser aconselhado e, nas regiões de Lisboa e Porto, é obrigatório o desfasamento de horários de entrada e saída e a rotatividade entre trabalho presencial e teletrabalho.

Mas os números de Portugal não são animadores. A população desempregada aumentou 3,3% em relação a julho de 2020, 44% relativamente a maio e 25,7% por comparação com agosto de 2019. O Instituto Nacional de Estatística (INE) refere que o Produto Interno Bruto de Portugal registou, entre Abril e Junho deste ano, uma diminuição em cadeia de 13,9% em termos reais face ao primeiro trimestre de 2020, e de 16,3% em termos homólogos, face aos mesmos três meses de 2019, que foram impactados por fortes quebras no consumo e no investimento. A área de bens alimentares foi a única componente de consumo privado que se manteve imune neste período, com a maior subida desde 1999. A nível sectorial, é a construção que se destaca pela positiva. Sem ter parado nestes meses, por causa do novo coronavírus, e ao contrário do que aconteceu na anterior crise em que foi uma das principais vítimas, a construção tem estado a resistir à crise pandémica sem cair, e até a conseguir crescer. Já as exportações de bens e serviços recuaram 39,5% face ao período homólogo, mais do que a queda de 29,9% nas importações em grande medida devido à quase interrupção do turismo de não residentes.

Parar já não pode ser mais solução. É necessário manter a pandemia controlada, mas ao mesmo tempo possibilitar a recuperação económica e social do país. Têm sido implementadas medidas como o “lay-off simplificado, os complementos, o regime de sucessão do lay-off simplificado e outros apoios sociais para amortecer o aumento do desemprego. Foram criados mecanismo de apoio à contratação de recursos humanos – programa +CO3SO Emprego – suporta os custos diretos com os postos de trabalho criados (salário base + taxa social única) e apoio adicional de 40% para os custos associados, tudo a fundo perdido. Para diminuir a forte assimetria entre as regiões do país relativamente ao investimento em I&D, à cooperação interempresarial e as entidades não empresariais do sistema de I&I e ao investimento em atividades inovadoras e qualificadas, estão abertos, até 30 de outubro, o aviso para apresentação de candidaturas a Projetos de “I&D Empresarial em Copromoção” para Territórios do Interior sendo que a data limite para elegibilidade das despesas é 30 de junho de 2023 e o aviso referente à “Inovação Produtiva” para os territórios de Baixa Densidade das regiões Norte, Centro e Algarve até 31 de dezembro.

Não baixem os braços. Seguimos juntos!

Cláudia Martins
Gestão de Projetos

OS MILHÕES QUE NUNCA MAIS CHEGAM

Há semanas que não se fala de outra coisa. Os números que compõem o envelope de ajuda europeia para sanar os danos causados pela COVID-19, reformar as economias e remodelar a sociedade são elevados. Neste momento, o orçamento do pacote de recuperação, ainda não está fechado, pois falta o entendimento entre o Parlamento Europeu e os 27 estados-membros. Até 15 de Outubro, os países têm de apresentar um esboço do Plano de Recuperação e Resiliência. Na prática, o plano a seis anos que traça as linhas do investimento que cada país quer fazer na recuperação económica e social com o dinheiro que vem da Europa.

Mas que dinheiro vem afinal para Portugal?

O esboço do Plano de Recuperação e Resiliência apresentado por António Costa na Comissão Europeia está baseado no dinheiro que vem de forma gratuita, as subvenções, deixando de fora uma fatia em empréstimos (dinheiro a reembolsar a longo prazo). O argumento do primeiro-ministro é que estes empréstimos teriam um impacto forte nas contas públicas, dado que a nossa dívida iria aumentar ainda mais.

Os números da “bazuca” que estão em cima da mesa são os seguintes:

 

12,9 mil milhões – Montante que o Governo estima ir buscar, a fundo perdido, ao Mecanismo de Recuperação e Resiliência para financiar os investimentos e reformas definidos no Plano de Recuperação nacional. Para já, António Costa conta com 9 mil milhões em subvenções para serem autorizados nos próximos dois anos. Depois, o Governo estima mais 3,9 mil milhões, mas o valor ainda pode subir.

 

15,7 mil milhões – É o tamanho do envelope ao qual António Costa diz não querer recorrer, para já: os empréstimos. Cada estado-membro só poderá ir buscar até 6,8% do seu Rendimento Nacional Bruto.

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Mas pode Portugal usar a bazuca como entender?

Não. Cabe ao Governo português definir onde investir o dinheiro, mas o plano terá de ter avaliação positiva da Comissão Europeia, antes de ser aprovado por maioria qualificada entres os 27 estados-membros. As recomendações da Europa vão no sentido da redução da segmentação do mercado de trabalho, da melhoria do nível de competências da população, do investimento na ferrovia, nas infraestruturas portuárias e no alargamento das interconexões energéticas. Essa análise, juntamente com reforço do potencial de crescimento, a criação de emprego e resiliência económica terão de obter a pontuação mais elevada da avaliação. O contributo para uma transição ecológica e digital deve também ser condição prévia para uma avaliação positiva e Portugal terá apenas cinco anos (até final de 2026) para executar todas as verbas.

E quando é que o dinheiro começa a chegar?

Só em 2021! Será preciso esperar pela primavera e com o risco de atrasos. O Governo já assumiu que quer que Portugal seja dos primeiros a apresentar a versão final do Plano de Recuperação e Resiliência e a vê-la aprovada. Depois de apresentado o plano final, a Comissão tem dois meses para avaliá-lo e a aprovação permite libertar um pré-financiamento de 10% das verbas. Numa situação ideal, o Governo poderia apresentá-lo em janeiro, para ser avaliado pela Comissão Europeia até março e aprovado pelos Governos dos 27 em abril.

Temos que esperar!

Cláudia Martins
Gestão de Projetos

EDIGMA SANUS | SEGURANÇA E INFORMAÇÃO

A EDIGMA – acrónimo de Era of Digital Markets, empresa sediada em Braga, foi notícia nos portais Compete 2020 e Portugal 2020. Em causa está o mais recente produto inovador nascido da inspiração e do desenvolvimento da Edigma Futurelabs – Research, Development & Innovation Centers, que sempre apostou na investigação como fundamental para o crescimento da empresa.

Enquanto consultores de inovação tecnológica e parceiros da Edigma há mais de uma década, a equipa da Multisector felicita toda a equipa da Edigma pelo contributo positivo e pertinência do desenvolvimento e aplicação desta solução para o contexto de pandemia atual e congratula-se pelo facto de ter participado no desenvolvimento da candidatura que deu origem a este projeto inovador.

Falamos de uma solução hardware/software automática e modular para espaços públicos indoor/outdoor onde a afluência de pessoas é elevada, com o objetivo de auxiliar a gestão de multidões e a prevenção do contágio da COVID-19 nestes espaços. Nasce em pleno período de transformação global e possui as características necessárias para responder aos novos desafios que os espaços físicos enfrentam.

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O  EDIGMA SANUS é um equipamento de design exclusivo, criado e produzido em Portugal e que responde a uma necessidade emergente que afeta e ameaça a população mundial, possibilitando um desconfinamento mais seguro e informado, de modo a reduzir os receios que a população tem em aceder a espaços públicos.

 

Possui um dispensador automático de gel que permite a desinfecção das mãos, reduzindo o risco de possível contágio e aumentando a sensação de segurança. Tem ainda incorporado um ecrã digital disponível para divulgar informação útil.  É uma solução adequada para qualquer espaço público, desde pequenas a grandes superfícies, como supermercados e hipermercados, centros comerciais, clínicas, bancos, espaços culturais, entre outros espaços, onde se pode esperar um impacto benéfico.

 

Conheça em detalhe o produto aqui.

Este é mais um dos exemplos em que os consultores da Multisector contribuíram e apoiaram na implementação do projeto e aplaudem os resultados em termos técnico-científicos, mas também do ponto de vista do impacto na sociedade civil e na melhoria da sua qualidade de vida.

 

Damos nota ainda que o SANUS foi cofinanciado pelo FEDER através do COMPETE 2020 no âmbito do Sistema de Incentivos à Investigação e Desenvolvimento, com um investimento elegível de 212 mil euros que resultou num incentivo FEDER de cerca de 170 mil euros.

INOVAÇÃO PRODUTIVA | TERRITÓRIOS DE BAIXA DENSIDADE

Norte, Centro e Algarve até 31 de Dezembro

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A Fase IV do aviso n.º 08/SI/2020 foi criada no seguimento do elevado número de interessados que não conseguiram submeter as suas candidaturas. A nova fase decorre de 8 de setembro a 31 de dezembro, podendo ser suspensa assim que a dotação orçamental dos organismos se tenha esgotado.
A prorrogação do aviso tem como únicos beneficiários as PME e grandes empresas sediadas nas regiões NUTS II Norte, Centro e Algarve.

Recorde a dotação orçamental indicativa do concurso:

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• Reforçar a capacitação das PME para o desenvolvimento de bens e serviços, através do investimento em atividades inovadoras e qualificadas que contribuam para a sua progressão na cadeia de valor

• Aumentar o investimento das grandes empresas em atividades inovadoras, através do incremento da produção transacionável e internacionalizável e a alteração do perfil produtivo do tecido económico, com base em soluções inovadoras assentes em resultados de I&D e na integração de novas tecnologias e conhecimentos e ainda a criação de emprego qualificado

As candidaturas/projetos que se candidatam através do POR Norte e do POR Centro, devem apresentar um investimento total, aferido com base nos dados apresentados na candidatura, inferior ou igual a 5 milhões euros.

As candidaturas submetidas na Fase IV são financiadas da seguinte forma:
• Nos investimentos localizados nas regiões menos desenvolvidas NUTS II Norte e Centro os projetos com investimento total igual ou inferior a 5 M€, são financiados pelas AG dos respetivos Programas Operacionais Regionais;
• Independentemente da sua dimensão, os projetos com investimento localizado na região NUTS II do Algarve são financiados pela AG do respetivo Programa Operacional.

A dotação referente à fase IV terá uma afetação específica aos projetos cujos investidores têm o estatuto de Investidor da Diáspora. Assim 30% desta dotação será para financiar projetos cujos investidores têm o Estatuto de Investidor da Diáspora.

Contacte-nos para rastrear se o seu projeto se enquadra nesta oportunidade.

A PANDEMIA AFECTOU O SEU PROJECTO?

No seguimento de um inquérito realizado pela rede dos sistemas de incentivos ao investimento empresarial junto de 2500 empresas com projectos a decorrer no Portugal 2020 até ao final do mês de maio, um terço dos investimentos está em risco e muitos prazos não serão cumpridos.

 

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Os resultados do efeito da COVID-19 diminuiu a capacidade das empresas concretizarem os seus projectos apoiados pelo Portugal 2020. Cerca de 71% das empresas não conseguem realizar o seu investimento de acordo com o que foi contratualizado. Apenas 29% conseguirão cumprir com o calendário estabelecido alcançando integralmente as metas e resultados esperados. São 40% os que acreditam realizar parte do investimento e 31% colocam em risco a realização dos seus projectos.

Muitas empresas equacionam pedir a prorrogação do prazo da realização dos projetos, devido à pandemia que os inibiu de cumprirem o cronograma e os obrigou a adaptarem os seus projetos. Muitos receiam também que o prazo de conclusão do investimento submetido e contratualizado se realize após junho 2023, o último ano do quadro comunitário Portugal 2020.

 

Na sequência da situação económica e financeira actual as empresas têm agora “a possibilidade de prorrogarem os prazos de execução sem penalizações financeiras, pela revisão ou reconfiguração dos investimentos, quer ao nível dos resultados como do próprio quadro financeiro associado, sendo que a avaliação final dos resultados é ajustada em função do novo calendário e das metas revistas”.

Relativamente à tesouraria das empresas, uma das medidas implementadas passa por pagar a totalidade dos pedidos de reembolso por adiantamento. No caso dos projectos de internacionalização foram aceites as despesas incorridas com acções adiadas ou canceladas. Para as empresas que têm de reembolsar os apoios obtidos a título de empréstimo foi estabelecida uma moratória e aplicado a todos os projectos um diferimento de 12 meses no plano de regularizações, sem juros ou penalizações. Estas medidas permitiram uma injecção de liquidez nas empresas com investimentos em curso, superior a €650 milhões. 

Vai cumprir as metas contratualizadas no projeto?

 

E vai conseguir cumprir o calendário previsto?

 

Contacte-nos! Podemos ajudar a concluir o seu projecto de investimento com sucesso.

 

Ana Almeida
Marketing

STAYAWAY COVID

“A STAYAWAY COVID vai acompanhá-lo como um radar que vive no seu telemóvel. Um radar que atempadamente o alerta sobre contactos de risco recentes. Riscos que para si foram invisíveis. Esteja um passo à frente do vírus. Ajude a eliminar a COVID-19. Proteja-se a si e aos outros!”

 

Esta é parte da mensagem do vídeo de promoção da STAYAWAY COVID, aplicação portuguesa de rastreio do novo coronavírus, desenvolvida pelo INESC TEC, em parceria com o ISPUP e as spin-offs, Keyruptive e Ubirider.

Rastreio rápido e anónimo de contágio por COVID-19

Uma solução de rastreio digital de proximidade de contactos para prevenir e mitigar a propagação da COVID-19.  Trata-se de um sistema de notificação da exposição individual a fatores de risco de contágio que servirá de complemento aos esforços já levados a cabo pelas autoridades de saúde para rastrear e interromper as cadeias de transmissão da doença.

stayawaycovid

A aplicação de telemóvel STAYAWAY é voluntária, não intrusiva e não discriminatória, garantindo a privacidade e protecção de dados dos utilizadores. A sua instalação não requer a partilha de qualquer tipo de informação pessoal.

 

“No caso de uma pessoa que não contraia a doença e que não tenha contacto com nenhum infectado, a única interacção que terá com a app será a instalação da mesma no seu smartphone. Mas esta aplicação será tanto mais eficaz quanto maior for o número de utilizadores, afirmou José Manuel Mendonça, Presidente do INESC TEC.

A aplicação para smartphones está disponível na Google Play Store, para smartphones Android e na App Store da Apple, para iPhones. A STAYAWAY COVID conta com mais 50 mil downloads e tem uma avaliação muito positiva que se situa em 4,7 em 5 estrelas.

 

Salvaguardados os dados pessoais ou identidade é inegável a sua utilidade e aplicabilidade no rastreio da disseminação da COVID-19.  Para tal é necessária uma elevada adesão e utilização da app para que os resultados sejam alcançados.

 

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O funcionamento da aplicação recorre à tecnologia Bluetooth para registar os contactos entre pessoas com a aplicação instalada. O telemóvel anuncia a sua presença a todos os dispositivos próximos usando identificadores aleatórios que não revelam identidades pessoais.

 

Este é sem dúvida um conhecimento valioso que configura um dado muito importante. A pessoa notificada poderá fazer uma melhor gestão dos seus contactos, precavendo-se de um possível contágio através do reforço de medidas de protecção, especialmente em situações e cenários de coabitação e trabalho.

 

Ana Almeida
Marketing