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FUNDOS COMUNITÁRIOS – OS MILHÕES QUE ENTRAM NA ECONOMIA NACIONAL

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Portugal é o oitavo país da União Europeia com o maior orçamento de fundos europeus no período 2014-2020 – 25 mil milhões de euros. O Portugal 2020, trata-se do instrumento financeiro mais competitivo de estímulo à especialização da economia portuguesa e o bom desempenho do programa no quadro dos 28 Estados-Membros é bem visível. De acordo com os números da Comissão Europeia, até ao início de março, já tinham entrado nos cofres dos beneficiários nacionais mais de 9,2 mil milhões de euros, colocando Portugal no segundo lugar no que respeita ao valor absoluto dos pagamentos transferidos de todos os Estados-Membros.

No entanto, se compararmos o valor recebido com o valor já comprometido (cerca de 19 mil milhões), a taxa é de apenas 50%. Significa que ainda estão por receber outros 9 mil milhões de euros já cativos para projetos em curso. De acordo com o último Boletim Informativo dos Fundos da União Europeia, no final de 2018, estavam comprometidos mais de 3/4 do total de fundos do Portugal 2020. Em termos de execução atingiu-se 1/3 do total de fundos, com destaque para os domínios temáticos da competitividade e internacionalização, do desenvolvimento rural e do capital humano.

Para lá da fronteira, no contexto do Horizonte 2020, destacam-se os incentivos à investigação e desenvolvimento tecnológico. Portugal nunca recebeu tanto para projetos de investigação científica como no atual programa quadro. Com 1551 projetos aprovados até final de 2018, num total de 11024 apresentados, e uma taxa de sucesso de 14,07%, acima da média europeia (12,45%), Portugal já conseguiu captar mais de 678 milhões de euros do Horizonte 2020, o principal instrumento de apoio à investigação na União Europeia. Isto significa que, pela primeira vez, Portugal é um beneficiário líquido deste tipo de programas, ou seja, de forma inédita, já recebeu mais do que o que contribuiu para o orçamento global do programa. De salientar que dos projetos aprovados, 425 estão a ser coordenados por empresas portuguesas.

Mas olhando novamente para dentro de portas, importa salientar que do orçamento global do PT2020, ainda há cerca de 6 mil milhões de euros por aprovar e apenas um ano para as empresas poderem concorrer! O Plano de concursos para 2019 já foi publicado e não é esperada a abertura de qualquer novo concurso em 2020. Significa que para que Portugal mantenha os bons resultados obtidos até agora e o tecido empresarial e científico beneficie dos apoios disponíveis, é imperativo que as entidades nacionais ponham os pés ao caminho nos próximos meses e aproveitem a última ronda dos incentivos!

Os números da Multisector

A participação da Multisector no PT2020 materializa-se num total de 213 candidaturas apresentadas e 165 aprovadas, o que corresponde a uma taxa de sucesso de 77%. Por tipologia de apoio, os números são os seguintes: Internacionalização de PME – 53, Qualificação de PME -17, Inovação e Empreendedorismo – 25, Desenvolvimento Rural – 5, Investigação e desenvolvimento – 120 (nas várias tipologias: individiual, copromoção, demonstradores, núcleos de investigação e regime especial).

Das candidaturas aprovadas resultou um investimento de aproximadamente 87,2 milhões de euros e um incentivo de 45,2 milhões de euros. À data os promotores já receberam cerca de 12,1 milhões de euros para financiar os seus projetos.

Ainda está com dúvidas para concorrer? Não deixe fugir esta oportunidade. Contacte-nos!

 

Cláudia Martins
Departamento Gestão de Projetos

CARREGAMENTO RÁPIDO DE VEÍCULOS ELÉTRICOS

A indústria automóvel tem vindo a apostar no desenvolvimento de veículos elétricos (VE) como contributo para a redução das emissões dos gases provenientes dos combustíveis fósseis na atmosfera. É, portanto, imprescindível que seja possível carregar estes veículos em qualquer local onde exista uma fonte de energia elétrica e que o seu carregamento seja equiparado ao tempo a que hoje estamos habituados a abastecer combustível num automóvel, uma vez que para o mesmo alcance de km percorridos, o tempo de carregamento de um VE tem superado por muitos minutos (ou mesmo horas) o tempo de abastecimento a combustível, tornando a sua utilização menos prática.

 

Face a isto, alguns fabricantes mundiais têm vindo a apostar na investigação e desenvolvimento de carregadores rápidos, ou fast chargers, e de supercondensadores a usar em baterias, dado que para que haja um carregamento efetivamente rápido, será necessário a simbiose entre o carregador e os elementos da bateria a carregar.

 

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Nos EUA existem 3 tipos principais de carregadores de VE, conhecidos como nível 1, nível 2 e nível 3, e que se classificam consoante o tempo e potência de carregamento que conseguem fornecer, e que correspondem ao modo 1, modo 2 e modo 4 na designação europeia. Os carregadores rápidos pertencem ao nível 3/modo 4 e operam em corrente contínua (DC). Segue de forma mais detalhada as características de cada tipo de carregamento:

→ Nível 1/Modo 1: leva entre 17 e 25 horas para carregar completamente um veículo que tem um alcance de 160-200km, ou seja, é o que se encontra nos carregadores das casas particulares (carregamento de 230V, 10A e 1.4kW);

 

→ Nível 2/Modo 2: estes carregadores podem carregar um VE com o mesmo alcance de 160-200km em 5h e, apesar de ser bastante tempo para deixar o veículo num posto de abastecimento, era até recentemente a principal opção para os condutores. Também pode ser instalado em casa e há uma grande variedade de fabricantes e modelos (carregamento de 230V, 32A e 6.2-7.6kW);

 

→ Nível 3/Modo 4: são os que fornecem entre 20 a 80kW e podem carregar um veículo em cerca de 30min (em regime DC). No entanto, nem todos os VE podem usar carregadores deste tipo e as estações de carregamento são concebidas para os postos de abastecimento público.

Neste momento existem apenas 2 modelos standard de carregadores rápidos, sendo eles o CCS – Combined Charging System e o CHAdeMO, em que a potência de carregamento pode ir até 80kW (cerca de 380km de alcance por hora de carregamento) e 50KW (cerca de 240km de alcance por hora de carregamento), respetivamente. Já a Tesla tem supercarregadores que podem carregar até 120kW mas estes estão condicionados aos seus clientes pelo protocolo interno da empresa.

 

Atualmente, com os seus supercarregadores de 120kW, a Tesla é a única empresa no mercado que permite o carregamento mais rápido possível, de 80% em 30min (ficando o VE com uma autonomia de cerca de 380km). Os restantes veículos encontram-se ainda limitados a carregamentos de 50kW, devido às características das suas baterias.

O tempo de abastecimento de um depósito de um veículo de combustão não excede os 15min. Para ser possível ter tempos de carregamento de VE assim tão baixos, é portanto necessário evoluir também ao nível das baterias. Isto porque existem determinados fatores que podem determinar a durabilidade e o ciclo de vida das mesmas, tais como, a temperatura da bateria, o seu tamanho e composição, o tempo de carregamento e os ciclos de carregamento e descarregamento. Os fatores mais relevantes são a temperatura da bateria e a sua composição, pelo que várias empresas e institutos de investigação têm desenvolvido estudos e trabalhos nestas áreas, nomeadamente:

 

→ Sistema de arrefecimento DX (Direct Expansion Cooling) que usa o mesmo refrigerante do ar condicionado para arrefecer a bateria diretamente (permite taxas de arrefecimento 3 a 4 vezes superiores à do glicol). Para carregamentos rápidos >150kW é necessário que o sistema de arrefecimento dissipe cerca de 10kW de calor para proteger o conjunto das células da bateria, o que é possível com o sistema DX (já implementado nalguns  modelos, como BMW i3, model 3 da Tesla e nas baterias para os VE fornecidas pela LG Chem). O sistema DX permite por isso potências de carregamento mais elevadas, menor complexidade, menor custo e tem a vantagem associada à segurança por retirar os líquidos refrigerantes do sistema.

 

→ Supercondensadores (à base de carbono) que não produzem eletricidade através de reações químicas como fazem as baterias convencionais, mas que criam campos electroestáticos. Até agora estes supercondensadores têm sido bons a fornecer rápidas explosões de energia (para ligar o motor de um carro, por exemplo) e também a armazenar energia dos veículos quando travam. A principal desvantagem é a pouca densidade para armazenar energia durante algum tempo. Existe a possibilidade de serem incorporados nas baterias de iões-Li e ajudar a reduzir o peso das mesmas (Superdielectrics Ltd. e Universidades de Bristol e Surrey).

 

→ Nanoestrutura 3D para os cátodos da bateria de iões-Li, que permite um carregamento e descarregamento drasticamente rápidos sem sacrificar a capacidade de armazenamento de energia. O filme fino numa estrutura 3D consegue atingir tanto um volume ativo elevado (grande capacidade de armazenamento), como potências também elevadas (Universidade de Illinois).

Com a implementação destes avanços tecnológicos será possível, num futuro próximo, aplicar também as potências mais elevadas e atingidas nos desenvolvimentos relativos ao processo do carregamento rápido, efetuados pelas várias empresas do sector automóvel. A BMW e a Porsche encontram-se a desenvolver um protótipo, no qual é possível um carregamento com uma potência de 450kW (fornecendo 100km de autonomia em 3min). A Honda prevê disponibilizar em 2022 um carregador que permita carregamentos rápidos com uma potência de 350kW, no qual se pretende obter 240km de autonomia em 15minutos.

 

Não descurando os desenvolvimentos nesta área em Portugal, a Efacec criou e já forneceu a um fabricante automóvel alemão carregadores móveis direcionados para VE de longo alcance (permitindo uma autonomia de 400km a 1000km; esta estação móvel inclui três unidades do carregador ultra-rápido HV350). Para além disso, também tem apostado na possibilidade de carregamento wireless.

A MultiSector tem vindo a realizar estudos em vários domínios da mobilidade autónoma, no qual o VE terá um papel preponderante. Esta temática foi o resultado de um trabalho de vigilância tecnológica neste domínio. Consulte-nos para saber mais sobre os nossos serviços de Vigilância Tecnológica.

 

Ana Braga
Consultora de I&D

TRANSFORMAÇÃO DIGITAL – “O DESAFIO NÃO ESTÁ NA TECNOLOGIA”

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Um recente inquérito internacional a CEO, diretores e altos executivos descobriu que o risco da transformação digital (DX) é sua principal preocupação em 2019. Ainda assim, 70% de todas as iniciativas de digitalização não atingem os seus objetivos. Dos cerca de 1,3 triliões de dólares gastos em processo de Transformação Digital em 2017, estima-se que mais de 900 biliões de dólares foram desperdiçados.

Uma análise publicada no início deste mês pela Harvard Business Review veio confirmar e reforçar as dicas da Multisector no âmbito da sua experiência na implementação de Sistemas de Controlo de Gestão Inteligente (BI/BA) em paralelo a processos de Digitalização.

Mas afinal, onde falha o processo de Transformação Digital?

Ficam as nossas 5 dicas:

Dica 1 – #Estratégia“Antes de investir em qualquer coisa, analise e defina o seu negócio”

Líderes que procuram melhorar a performance da sua organização através da adoção de tecnologias digitais têm, de uma forma geral, uma ferramenta ou objetivo específico em mente – “A nossa empresa irá implementar uma ferramenta digital para tornar aumentar a eficiência e diminuir os custos da organização”.

Muitos gestores veêm a Transformação Digital como estratégia, ao invés de definirem uma estratégia da empresa e utilizarem a Transformação Digital como uma ação que facilite ir do ponto A ao ponto B. Se a sua empresa tem um objetivo que pretende alcançar (ponto B), terá grandes dificuldades e contratempos em lá chegar sem saber onde está (ponto A).

Não existe uma tecnologia única que ofereça “satisfação do cliente”, “velocidade” ou “inovação” como tal. A empresa nunca deve adaptar o seu modelo de negócio à solução. A solução deve adaptar-se ao seu modelo de negócio. Por isso não se compare com a concorrência, ainda que duas empresas tenham um perfil parecido e o mesmo objetivo futuro, a mesma estratégica/solução não vai levar ambas as empresas ao mesmo sítio. Assegure os seus objetivos apostando numa boa análise de diagnóstico ao modelo de negócio que permita um planeamento estratégico mais adequado às necessidades da sua organização.

Dica 2 – #Pessoas“Trabalhe a partir de dentro”

Organizações que procuram transformações (digitais ou não) tendem a trazer um exército de consultores e engenheiros para implementar soluções estandardizadas em tempo recorde. Isto é contra produtivo, ainda que existam “boas-práticas”, na abordagem da Multisector, trabalhamos com as pessoas da própria organização para melhor adaptar as soluções à empresa, isto é, todo o trabalho é guiado pela gestão, responsáveis operacionais e ainda colaboradores-chave que têm um conhecimento profundo sobre o que funciona e o que não funciona nas suas equipas.

Muitas vezes, as novas tecnologias podem não melhorar a produtividade organizacional, não devido a falhas fundamentais na tecnologia, mas porque os trabalhos de conhecimento interno foram negligenciados.

Dica 3 – #Clientes“Guie-se pelo que acontece do lado de fora”

Se o seu objetivo com a Transformação digital é o de melhorar a “satisfação e relação com o cliente”, qualquer decisão de investimento deve ser precedido por uma fase de diagnóstico com uma contribuição profunda dos clientes.

Durante a implementação dos nossos serviços, várias vezes a empresa descobre que têm uma ideia errada do que os seus clientes pensam da sua empresa e dos seus produtos (desalinhamento do posicionamento). Definir um plano estratégico sem entender o mercado/cliente tende a levar os líderes a investirem em soluções com grandes promessas mas, que no entanto, acabam por não corresponder às expetativas e por vezes até vêm prejudicar o que já era bem feito na empresa.

A experiência mostra que trabalhar indicadores como a “satisfação do cliente” levam a empresa a fazer alterações mais específicas e menos drásticas do que a empresa inicialmente pensava. Os resultados de cada empresa dependem do mercado, portanto é essencial tomar decisões com base em informação detalhada dos segmentos de mercado em que opera.

Dica 4 – #Desconfiança“Terreno infértil à mudança”

Quando os funcionários percebem que a transformação digital pode ameaçar a sua rotina, ou mesmo os seus empregos, estes podem, consciente ou inconscientemente, resistir às mudanças. O seu raciocínio segue a linha “se este processo de transformação digital se mostrar ineficaz, a gestão acabará por ficar insatisfeita com os investimentos realizados e abandonará futuros esforços similares, como resultado, a nossa rotina e emprego permanecerão salvos”.

É essencial que os líderes reconheçam estes receios e enfatizem que o processo de transformação digital é uma oportunidade para que os funcionários aprimorem seus conhecimentos para adequar-se ao mercado do futuro. Quando bem trabalhada a implementação de táticas de digitalização, não só a produtividade por colaborador aumenta, como a empresa cresce e acaba por contratar mais colaboradores.

O desafio da Transformação Digital não está na tecnologia, mas sim nas Pessoas, os serviços ‘diagnóstico inicial’ e também de implementação de metodologias de ‘avaliação de desempenho’ permitem ajustar a cultura interna criar um terreno fértil à mudança e assim tirar os melhores resultados do investimento a realizar.

Dica 5 – #Multisector“Vamos conversar?”

Os anos de experiência permitem-nos conhecer os receios das empresas em reunir e envolver consultores externos. Por isso, facilitamos a abordagem de inúmeras organizações que nos contactam para conversar e discutir o futuro, sem qualquer compromisso. Isto porque na Multisector acreditamos no valor que criamos junto dos nossos clientes.

Os resultados são claros, mais de 95% dos nossos novos clientes acaba por ficar connosco por mais de 4 anos e mais de 80% tornam-se clientes fidelizados de longa data.

Se ficou com aquela ideia na cabeça, clique aqui #Vamos Conversar?

 

JOÃO C. SOARES
Estratégia & Desenvolvimento
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@: joao.soares@multisector.pt
Skype: joaoc.soares
Tlm: +351 962269096
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ATIVAR IPVC – MIXÓRDIA DE THINK TANKS

Eletrotecnia e Informática - 13 Março 2019

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O ATIVAR IPVC, que conta com apoio e acompanhamento da Multisector desde a sua criação, tem-se mostrado um projeto-chave na dinamização das relações entre o IPVC e o tecido empresarial da região do Alto Minho.

Uma das suas mais recentes iniciativas, foi o Think Tank do passado dia 13 Março 2019 na Escola Superior de Tecnologias e Gestão. Esta sessão em formato de mesa redonda contou com a participação chave de representantes das empresas Painhas, BorgWarner, XpandIT e SparkleIT, tendo ainda a interação com uma audiência composta por profissionais, empresas e investigadores do Instituto.

Esta ação estratégica promovida pela área científica de Eletrotecnia e Informática teve por base os seguintes objetivos:

1.  Promover a reflexão e identificação de eventuais desalinhamentos entre a oferta formativa da Área Científica de Eletrotecnia e Informática e as necessidades do tecido empresarial da região;

2.  Potenciar parcerias estratégicas com instituições pares e com o tecido social e empresarial da região, de forma a melhorar e adequar a oferta formativa, atividades de ID&I e prestação de serviços às necessidades da comunidade envolvente.

O principal resultado deste Think Tank foi a reflexão conjunta entre o “mercado” e a instituição de ensino que nos quais se discutiram as necessidades básicas sentidas pelas empresas. A atitude foi definida como uma base essencial de um bom profissional, sendo que os fatores críticos de sucesso salientados se centram nas softskills: “saber pensar”, “pensar fora da caixa”, “tomar decisões” e “comunicar”. A adopção de medidas de apoio ao desenvolvimento de softskills revelaram-se o tema core da discussão, tendo sido identificada por todos os representantes das empresas e reforçada pelos professores presentes.

Horto-floricultura - 15 Março 2019

A participação da Multisector a 15 de março no Think Tank inserido na 16ª Mostra de Cultivo em Tomiño, com o objetivo de convergência entre a oferta formativa e as necessidades de investigação com as necessidades do tecido empresarial, evidenciou igualmente a importância das softskills, desta vez no contexto do mercado de trabalho agrícola.

A esta conclusão alia-se a escassez dos recursos humanos por motivos de cariz social, económico e educacional e adequação dos conhecimentos ao novo paradigma da atividade agrícola, proporcionado pela era da Indústria 4.0.

Os participantes presentes neste evento do projecto ATIVAR, que estava inserido no projeto de Eurocidade Vila Nova de Cerveira e Tomiño, eram representantes da hortifloricultura e do ensino de Espanha e Portugal:

1. Ensino:

2. Empresas:

3. Entidades públicas:

As necessidades identificadas incitam a uma estreita articulação entre as Instituições de Ensino e o tecido empresarial, com vista, a juntos, suprirem os desafios a enfrentar em cada um dos domínios de conhecimento.

O IPVC e a Multisector estão convictos que que esta deve ser uma boa prática do mercado.

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Portfólio de Clientes

As nossas referências falam por nós.

Fale connosco!

Cada organização é única, vamos falar sobre a sua?

À CONVERSA COM “QUEM SABE”! COMO SABER SE ESTAMOS PERANTE UM PROJETO I&DT EMPRESARIAL?

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A aposta em I&DT é uma “bandeira” política europeia e nacional! São vários os mecanismos de estímulo à qualificação das empresas para a internalização de competências próprias de I&D, para apoiar as empresas a prosseguir uma estratégia de diferenciação competitiva pela via da I&DT e da Inovação.

 

No entanto, estes são os sistemas de incentivo que apresentam a mais baixa taxa de aprovação dos programas de incentivo, muitas vezes explicada pela criteriosa análise levada a cabo por peritos qualificados que nos seus critérios de aprovação procuram projetos, nos quais as entidades (empresas e Entidades Não Empresariais do Sistemas I&I) se proponham a contribuir, de forma clara e objetiva para acrescentar valor ao estado da arte das temáticas técnico-científicas objeto de investigação.

 

Os projetos acompanhados pela Multisector apresentam uma taxa média de aprovação duas vezes superior à taxa média de aprovação nacional. De acordo com “quem sabe”, este sucesso reside na capacidade dos consultores conseguirem, numa fase de pré-avaliação, rastrear o potencial de qualidade do projeto, sabendo à partida se estão perante um projeto ganhador.

 

Foi com este objetivo que, depois de uma validação interna com os consultores de I&DT da Multisector, partilhamos a check-list a usar num exercício de reflexão interna no planeamento de um projeto de I&DT.

O exercício baseia-se na resposta à questão: O que é um projeto de I&DT empresarial?

 

Em suma, um projeto de I&D caracteriza-se pela existência de desenvolvimentos técnicos e tecnológicos de novidade apreciável, cuja resolução se antevê ser de elevado grau de incerteza científica e/ou tecnológica (risco), mesmo para alguém especialista, que tenha o conhecimento da área e conheça as técnicas habitualmente utilizadas nesse sector (Fernando Pinto – Diretor de I&DT).

 

Nesta definição surgem dois conceitos que são essenciais para identificar um projeto de IDT, o primeiro está relacionado com os “desenvolvimentos técnicos e tecnológicos de novidade apreciável”, o que significa que qualquer projeto de I&DT tem de obrigatoriamente representar uma inovação e de ultrapassar o estado de arte. O segundo está relacionado com o grau de incerteza. Esta é , provavelmente, a principal limitação da aposta em I&DT, dado que existe sempre um grau de risco associado à novidade.

 

“Trocando por miúdos”, para se aplicar esta definição a uma ideia de projeto é necessário responder às 5 perguntas chave listadas abaixo, cujas respostas devem-se traduzir em argumentos válidos que sustentem a defesa de um projeto de I&DT ganhador :

 

#1. MOTIVAÇÃO
Quais as necessidades/problemas que o mercado anseia resolver?

#2. DIMENSÃO DO PROBLEMA
Qual a “gravidade”ou “impacto” do problema para o sector/sociedade que o Produto/Processo/Sistema visa resolver?

#3. CONCORRÊNCIA E BENCHMARKING
O que há no mercado mais parecido com o Produto/Processo/Sistema e se a forma como resolve o problema se distingue e em que grau?

#4. EXPLORAÇÃO ECONÓMICA
Qual será o impacto (ganhos) no mercado com a introdução do produto /Processo/Sistema?

#5. INOVAÇÃO TECNOLÓGICA
Qual é o avanço tecnológico e/ou de conhecimento que o projeto vai trazer?

 

Todo e qualquer projeto de I&DT apoiado pela Multisector passa por este crivo, sendo que os nossos consultores não só avaliam a viabilidade da ideia, como são proactivos na sugestão de adaptações à ideia de forma a que o projeto apresente as características necessárias para um maior potencial de aprovação, mas, acima de tudo que a empresa consiga otimizar o impacto económico da sua aposta em I&DT.

 

Obrigada João Lacão e Fernando Pinto pela partilha!

Partilhe a sua  ideia com “quem sabe”!

 

Irina Machado
Estratégia & Desenvolvimento

QUEM VEIO PRIMEIRO, O OVO OU A GALINHA? A INOVAÇÃO OU O FINANCIAMENTO?

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Na Multisector sabemos que dezenas de ideias milionárias, protótipos revolucionários e negócios promissores estão atualmente estagnados na mentira do crescimento orgânico. A verdade é que os negócios ganhadores são aqueles que entram rápido no mercado, que conseguem uma vantagem competitiva e lideram desde a sua criação.

Sem financiamento é difícil levar os projetos a um nível de maturidade e inovação necessária para conseguir financiamento. Parece uma piada este paradoxo, mas os programas de financiamento limitam a liberdade de investimento estratégico das empresas pela necessidade de enquadramento nas despesas como elegíveis e pelos critérios específicos de inovação. Um exemplo é a impossibilidade de financiamento de necessidades de tesouraria, essencial para ultrapassar a fase de implementação do projeto, onde o autofinanciamento escasseia.

 

A Multisector é especializada em Inovação e Financiamento e conhecemos os limites de ambas, por isso não discriminamos os níveis de inovação em fase inicial e ajudamos os inventores e empreendedores a obter o financiamento que necessitam. Além de trabalharmos com todos os instrumentos financeiros nacionais (Portugal 2020) e europeus (Horizon 2020) possuímos uma vasta rede de contactos com mais de 15 Capitais de Risco e Business Angels com diferentes interesses e especificidades, com as quais já estamos familiarizados.

A nossa equipa atua em prol do sucesso dos clientes, pelo que os nossos engenheiros, estrategas e gestores trabalham em conjunto para:

1. Melhorar a sua proposta de valor;
2. Conseguir financiamento necessário para as exigências da sua atividade;
3. Desenvolver o seu negócio e conseguir o retorno rápido do investimento.

 

Para Spin-off e startups com dificuldade de financiamento os benefícios do capital de risco são inúmeros. Não só conseguem os fundos necessários à sua atividade, como terão o acompanhamento de perto de uma equipa de experts com interesse no sucesso da sua empresa.

 

O mesmo se aplica para empresas em fase de crescimento ou em inovação, o capital de risco pode ser a solução de financiamento ideal para acelerar o negócios, diversificar portefólio ou mesmo mercados.

Na Multisector estamos abertos a discutir as possibilidades. Aqui o empreendedor pode contar com:

1. Apoio e coaching ao empreendedor;
2. Identificação de possibilidades de financiamento Extra2020;
3. Diagnóstico técnico e económico à ideia/projeto;
4. Elaboração de Plano de Negócios;
5. Elaboração de Dossier Due Diligence;
6. Apresentação do Projeto a várias fontes de Financiamento;
7. Negociação e defesa do empreendedor;
8. Acompanhamento e implementação do plano estratégico.

 

Entre em contato! O que tem a ganhar? €

 

JOÃO C. SOARES
Estratégia & Desenvolvimento
@: joao.soares@multisector.pt
Skype: joaoc.soares
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PORTUGAL 2020: ÚLTIMA OPORTUNIDADE!

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Já é conhecido o plano de concursos para 2019 no âmbito do Portugal 2020. Tendo em consideração que o período de programação termina já no próximo ano, esta poderá ser mesmo a última oportunidade para concorrer aos incentivos! Fazendo a analogia com o anterior quadro comunitário de apoio (QREN – Quadro Estratégico de Referência Nacional), no ano de conclusão do programa (2013), não foi aberto nenhum concurso para nenhuma tipologia de apoios.

 

Significa que, se pretende realizar investimentos relacionados com a modernização e qualificação da sua empresa, internacionalização do seu negócio ou desenvolvimento de novos produtos, recorrendo aos apoios dos fundos estruturais, esta mensagem é para si!

De acordo com o plano de concursos, concorrer a projetos que visem apoiar a capacitação das empresas através do desenvolvimento dos seus processos de qualificação para a internacionalização, valorizando fatores imateriais da competitividade do negócio, por forma a potenciar o aumento da base e capacidade exportadora, apenas será possível no segundo semestre de 2019, numa única fase para apresentação de candidaturas.

 

No caso dos projetos de qualificação das PME, com o objetivo de capacitação do tecido económico por via da inovação organizacional incrementando a capacidade de resposta no mercado global, estão previstas duas chamadas: a primeira ainda no primeiro trimestre deste ano e a segunda no 3º trimestre.

 

Para atividades de reforço do investimento empresarial em atividades inovadoras que promovam o aumento da produção transacionável, a internacionalização da economia nacional e a criação de emprego qualificado, estão previstos dois períodos para a apresentação de candidaturas (2º e 3º trimestre).

O investimento em I&DT, ou seja, a aposta em desenvolvimentos técnicos e tecnológicos de novidade apreciável, cuja resolução se antevê ser de elevado grau de incerteza científica e/ou tecnológica (risco), mesmo para alguém especialista, que tenha o conhecimento da área e conheça as técnicas habitualmente utilizadas nesse sector, pode ser apoiado em várias modalidades, mas com um plano de abertura de concursos muito limitado:

Projetos de I&DT individuais, apresentados apenas por uma empresa, aos quais apenas será possível apresentar candidaturas no final do ano;
 Projetos em co-promoção entre empresas e entidades não empresariais do sistema de I+I (ENESII) com a chamada a abrir no segundo trimestre;
→ Projetos de criação de núcleos de investigação ou reforço de competências e capacidades internas em I&DT nas empresas, que tem concurso atualmente aberto até ao final de março e está prevista uma nova chamada para o último trimestre do ano;
 Projetos demonstradores de tecnologias avançadas e linhas-piloto cujas candidaturas apenas estão previstas para o último trimestre;
 Projetos mobilizadores de dinamização de capacidades e competências científicas e tecnológicas, como elevado conteúdo tecnológico e inovador e impacto multissectorial, cuja abertura de concurso está prevista ainda para este trimestre.

 

O plano detalhado pode ser consultado em https://www.portugal2020.pt/Portal2020/Plano-Anual-Candidaturas-abertas

O PORTUGAL 2020 em números:

 

De acordo com o Boletim Informativo dos Fundos da União Europeia reportado a 30 de setembro de 2018, Portugal 2020 registava um volume de fundos aprovados de 18,5 mil M€. Ao nível do compromisso, o domínio da competitividade e internacionalização representava 38% do total dos fundos aprovados, sendo de destacar que os apoios às PME representavam um quarto do total dos fundos aprovados. O bom desempenho do Portugal 2020 no quadro dos 28 Estados-Membros é visível nos dados constantes do boletim, sendo que Portugal assume uma posição de destaque nos pagamentos transferidos pela Comissão Europeia: a) a taxa de pagamentos mais elevada (24,4%) de entre os Estados Membros com envelopes financeiros acima de 7 mil M€; b) o segundo lugar no que respeita ao valor absoluto dos pagamentos de transferidos de todos os Estados-Membros.

 

Recordamos que o PT2020 é, atualmente, o instrumento financeiro mais competitivo de estímulo à produção de bens e serviços transacionáveis, à internacionalização da economia, à transferência de resultados do sistema científico para o tecido produtivo e à qualificação do perfil de especialização da economia portuguesa. Até 2020, foram aprovados 25 mil milhões de euros para Portugal apoiar projetos que visem o reforço da competitividade das nossas empresas, através de financiamento a fundo perdido ou empréstimos sem juros.

 

Feitas as contas, ainda estão por atribuir cerca de 6 mil M€ e apenas um ano para as empresas poderem concorrer!

 

Não deixe fugir a oportunidade! Contacte-nos.

 

Cláudia Martins
Gestão de Projetos

MISSÃO INOVAÇÃO | 6 RAZÕES PARA CRIAR UM DEPARTAMENTO DE I&DT

O mercado é um meio cada vez mais exigente e dinâmico, e só sobrevive quem for audaz, diferente e atrativo. Estas características estão diretamente associadas à atividade de inovação. Este conceito é muito mais que uma buzz word. Todo o empresário tem presente a necessidade de ter bons produtos, bons processos, boas pessoas e claro um excelente modelo de negócio.

 

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As empresas são organismos vivos, com uma personalidade e visão própria. Então porque não ter dentro da empresa a capacidade de criar valor e impulsionar o seu negócio? O objetivo da atividade de I&D + Inovação incide no suporte às melhores mentes da empresa a desenvolver novos produtos, serviços, processos e tecnologia, ou seja, uma equipa de elite dedicada  a melhorar a empresa de dentro para fora.

Partilhamos 6 boas razões para avaliar a oportunidade que a sua empresa está perder:

#1
Concretize efetivamente a visão da sua empresa através da criação de um departamento que se dedique exclusivamente à materialização dos objetivos da empresa.

#2
O departamento de I&DT assumirá o papel de catalisador da estratégia de negócio definida pela empresa, independentemente do seu objetivo: Melhorar processo, cortar custos, vender mais e melhor. As atividades de I&D são moldáveis ao futuro da sua empresa.

#3
Aumento da eficiência no seio da empresa. A inovação vem incutir um processo contínuo de melhoria, criatividade colaborativa e sustentabilidade.

#4
A existência de um departamento de I&D dentro de portas e/ou a colaboração com uma Entidade do Sistema de I&I confere notoriedade e visibilidade à empresa a nível nacional e internacional. Seja a referência no seu sector.

#5
A criação de valor inerente ao processo de inovação permite, quando no seio da empresa,  responder mais rapidamente às necessidades do seu mercado. Esteja à frente da sua concorrência, seja o primeiro na mente do seu cliente.

#6
O reforço da competitividade da empresa pela redução dos custos e melhoria dos processos de produção, explorando as suas vantagens competitivas.

 

A Multisector acompanhou e acompanha dezenas de empresas na criação e implementação dos seus núcleos de I&D. Esta decisão  assume um papel fulcral no futuro destas organizações, e esta é SEMPRE uma aposta ganha!

O incentivo do Núcleo IDT incide sobre:

· Despesas com pessoal técnico dedicado às atividades de I&D;
· Aquisição de patentes a fontes externas ou por estas licenciadas;
· Matérias-primas consumidas e componentes para construção de instalações piloto ou experimentais e/ou demonstração e para construção de protótipos;
· Aquisição de instrumentos e equipamentos científicos e técnicos;
· Software específico;
· Despesas com divulgação dos resultados;
· Certificação do sistema de gestão de I&D, segundo a NP 4457:2007.

 

Do que está à espera para escalar na criação de valor dos seus produtos/serviços?

 

Edite Rodrigues
Estratégia & Desenvolvimento

PORTUGAL: A TRANSFORMAÇÃO DIGITAL

A estratégia da União Europeia (EU) para a indústria, adoptada em abril de 2016, visa reforçar a competitividade nas tecnologias digitais e garantir que qualquer indústria independente da dimensão, local e/ou sector, possa beneficiar das inovações digitais. De modo a avaliar a evolução dos estados-membros, a Comissão Europeia publicou o “Digital Transformation Scoreboard  2018” que apresenta os progressos alcançados no âmbito da transformação digital.

A transformação digital dos estados-membros é avaliada através da evolução do Digital Transformation Enablers’ Index (DTEI) que engloba os indicadores sobre a posição de infra-estruturas digitais, o investimento e acesso a financiamento e a procura e oferta de competências digitais (com um peso de 20%, 30% e 30% do DTEI), por outro lado factores como a e-liderança e cultura empreendedora assumem uma menor ponderação no DTEI (10% cada).

 

transformacao-digital

O outro indicador representado é o Digital Technology Integration Index (DTII) que considera na sua fórmula apenas factores individuais medidos a nível nacional, e supõe que reflecte a mudança da transformação digital das empresas europeias.

No que respeita aos valores dos índices, a nível do DTEI Portugal está abaixo da média da UE, enquanto na DTII está 5,6% acima da média dos valores europeus, ambos os índices são liderados por países nórdicos e da europa do norte.                                                                                    portugal transformação digital

Valores de Portugal e Média UE de DTEI e DTII, em 2018
Fonte: Digital Transformation Scoreboard 2018

Numa reflexão mais específica do caso português, por indicador, o que apresenta melhor performance é a cultura empreendedora, pois coloca o nosso país em segundo lugar do ranking da UE com 96% (2018) face aos 71% registados no ano anterior. Nas infra-estruturas digitais regista uma variação positiva de 63% para 66%, colocando a realidade nacional acima da média da UE (28 países) com 49%, estando com um posicionamento favorável nesta vertente.

Por outro lado, os obstáctulos nacionais são no indicador da procura e oferta de competências digitais passou de 14% (2017) para 34% (2018), e o investimento e acesso a financiamento tem crescido de 26% (2017) para 40% (2018) mas com valores abaixo da média da UE (28 países). E o pior indicador e-liderança que apesar do aumento percentual de 38% (2017) para 47% (2018) posiciona Portugal no sexto lugar a contar do fim.

É evidente a melhoria dos indicadores portugueses mas os valores ainda estão aquém das expectativas comparando com a média dos estados-membros ainda há um caminho a percorrer. O desafio português no âmbito da transformação digital para os próximos anos deve ser com foco na área do investimento e financiamento para a transformação digital e na promoção da e-liderança.

Os dados reflectem a realidade nacional, é certo que nos tempos de hoje as empresas ainda enfrentam dificuldades para obter financiamento bancário, e o investimento privado é escasso. Os esforços para o melhoramento das competências de e-liderança devem centrar-se na capacidade de desenvolver habilidades de liderança em recursos humanos qualificados na área da digitalização.

 

Bruna Parente
Estratégia & Desenvolvimento

DESAFIOS DA AGRICULTURA DE PRECISÃO

A  Multisector, em conjunto com o Núcleo de Agronomia do IPVC, dinamizou o Think Tank de Agricultura de Precisão (23 Janeiro),  que trouxe dezenas de empresas e profissionais à Escola Superior Agrária do IPVC em Ponte de Lima.

 

ThinkTank-Agricultura-Precisao

O evento começou com uma demonstração das competências dos investigadores da ESA neste domínio, fazendo referência ao seu envolvimento em projetos como:

 

→ Projeto  COCOoN – Combined sustainable strategies for root-knot nematode (RKN) management in protected crops

→ Projeto TREASURE – Diversity of local pig breeds and production systems for high quality traditional products and sustainable pork chains

→ Projeto TERR@ENO – Terroir e zonagem agro-ecológica como fator crítico de competitividade e inovação dos Vinhos Verdes/ TERR@ALVA: Definição e influência do   terroir na qualidade do vinho Alvarinho

→ Projeto GESPSA Kiwi – Ferramenta Operacional para gestão sustentável do cancro bacteriano (Psa) da Actinídea

A apresentação dos projetos deu lugar à discussão temática nas mesas: (i) horticultura e culturas protegidas, (ii) fruticultura e viticultura e (iii) produção animal.

 

Para tal, estiveram reunidos diferentes perfis cujo denominador comum é a agricultura:

 

→ Floricultura;

→ Cultura do tomate;

→ Agricultura biológica;

→ Produtores de mirtilos e cogumelos;

→ Produtores de vinho;

→ Bovinicultura;

→ Produção de leite;

→ Produtos, serviços Tecnológicas para a agricultura;

→ Soluções TI para a agricultura.

Foi uma sessão intensiva na troca de ideias e na identificação de desafios concretos que incidiram sobre a identificação em tempo útil de pragas e doenças, soluções de business analytics e ciência de dados com as mais diversas aplicações.

 

É claro o hiato existente entre pequenos e grandes produtores, na  capacidade e propensão de investir. Uma maior área de exploração apresenta uma maior diluição do impacto do investimento na rentabilidade do negócio.Para os pequenos produtores, coloca-se a questão qual o break even point, ou seja, para que montante, o investimento iguala o que o produtor está disposto a sacrificar da sua rentabilidade, para um determinado payback.

Face ao exposto, releva-se a cooperação dos produtores às entidades do Sistema I&I e as entidades agregadoras de interesses, como as associações e cooperativas, para a procura de soluções de financiamento mais atrativas e por conseguinte atenuar o impacto na rentabilidade do negócio agrícola.

 

Edite Rodrigues
Estratégia & Desenvolvimento