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O “VALE DA MORTE” DOS PROJETOS DE I&D

Venho falar de inovação, de frustrações profissionais e do “Vale da Morte”, esse lugar onde as ideias milionárias vêm para morrer.

Vale-da-Morte

Inovação. Uma das principais Buzzwords da atualidade. Hoje, tudo é “inovador” e todos afirmam ser “inovadores”, mas como? Se a semântica da palavra ‘inovar’ nos leva ao ato de criar algo novo, uma ideia, método ou coisa que venha romper com os padrões anteriores, nos dias de hoje, quem realmente entende de inovação utiliza a palavra também num contexto de exploração económica, sendo que a verdadeira inovação é aquela que chega ao mercado.

Segundo um estudo da COTEC (2017), as PME mais inovadoras têm quase quatro vezes mais volume de negócios, EBITDA cinco vezes superiores e quase oito vezes mais lucro. Com isto é possível afirmar que a inovação compensa. Mas é difícil para uma PME inovar quando não possui recursos e/ou competências para Investigação e Desenvolvimento.

Segundo a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) existem em Portugal 307 ninhos destes que albergam cerca de 22 mil das melhores mentes nacionais e internacionais. Nos últimos anos, tenho tido a oportunidade de estar envolvido com algumas destas entidades. Estes ninhos com tecnologia de ponta e investigadores prodígios fervilham de ideias que literalmente podem mudar o mundo. São muitos milhões de euros em fundos europeus que financiam este desenvolvimento de projetos de várias naturezas e que visam a sua exploração económica junto das empresas.

A este processo, chamamos de Transferência de Tecnologia mas as práticas existentes não são tão lineares quanto a teoria. Muitos projetos fantásticos foram parar à gaveta depois de terminar o financiamento, isto porque, grande parte dos centros de investigação funciona por ciclos, ou seja, desenvolvem projetos com afinco durante a fase de financiamento, quando esta termina, passam para o próximo projeto aprovado para assegurar a subsistência.

Como consequência temos investigadores e cientistas embrenhados nos laboratórios com ideias revolucionárias, empenhando-se em atingir a excelência nas suas áreas de interesse, deixando do outro lado da porta as necessidades do mercado e da sociedade. É aqui que entram as minhas frustrações.

Esta realidade significa que além de milhões de euros de financiamento de fundos europeus irem parar às gavetas, temos um tecido empresarial composto por PME sem capacidades de I&D que se debatem para manter a sua competitividade enquanto existem ideias, tecnologias e produtos milionários literalmente à espera de ir para o mercado.

Esta lacuna entre o I&D e o tecido empresarial é partilhada a nível europeu. Recentemente participei num workshop de Indústria 4.0 com Dr. Erastos Filos (DG Research & Innovation ) da Comissão Europeia que apresentou a sua leitura sobre o estado atual da transferência de conhecimento e tecnologia e que partilhou que menos de 5% dos resultados de I&D chegam ao mercado de forma viável. Se pelo lado científico, a União Europeia está na frente da Investigação & Desenvolvimento de qualidade, junto com potências como os E.U.A., se analisada a Transferência de Tecnologia para o mercado, ficamos muito aquém. O resultado é um atraso do tecido empresarial no qual as empresas, para manter a sua competitividade, se vêem obrigadas a importar tecnologias sem saber que muitas vezes essas tecnologias já tinham sido desenvolvidas localmente, mas ficaram na gaveta depois da fase de financiamento público.

Grande parte dos projetos tecnológicos e científicos não alcança o mercado por não conseguirem sobreviver, fenómeno que na gíria científica se denomina de “Vale da Morte”, ou seja o espaço entre a prova de conceito e a sua exploração no mercado. É neste vale que muitas ideias morrem sem nunca amortizar o investimento realizado.

processo-vale-da-morte

Em suma, o processo de transferência de tecnologia não é linear mas sim um ciclo de cocriação de valor que envolve de igual para igual, empresas e centros de investigação muitas vezes apoiados por consultoras ou entidades de incubação que permitam impulsionar o desenvolvimento e marketing de produto alicerçado em estudos de mercado e na criação dos melhores modelos de negócio.

 

Na Multisector trabalhamos regularmente em Transferência de Tecnologia com empresas, centros de investigação e ensino superior, não imagina a quantidade de oportunidades que se criam desde a primeira conversa. Contacte-me!

 

JOÃO C. SOARES
Estratégia & Desenvolvimento
@: joao.soares@multisector.pt
Skype: joaoc.soares
Tlm: +351 962269096

SI2E LISBOA | ABERTURA DE 5 CONCURSOS

freguesias-Lisboa

 

Abriram este mês de Março cinco concursos para freguesias do município de Lisboa no âmbito do SI2E (Sistema de Incentivos ao Empreendedorismo e ao Emprego).

O SI2E Lisboa apoia micro e pequenas empresas com projetos de investimento até 100 mil euros de investimento, bem como novos projetos de empreendedorismo que assegurem a criação do próprio emprego.

Apresentam-se abaixo os territórios de intervenção por freguesia dos 5 concursos:

GAL URBANO REDE DLBC LISBOA, BAIRROS OUTROS/MISTOS + AUGI
Data de início: 23-03-2018 | Data de encerramento: 19-09-2018
AVISO LISBOA-M8-2018-14

Dotação orçamental: 101.438,20 €

 

Bairros da tipologia AUGI

Lumiar: Quinta do Olival

Santa Clara: Grafanil, Quinta da Torrinha, Quinta da Mourisca, Sete Céus, Galinheiras

Carnide: Azinhaga dos Lameiros/Azinhaga da Torre do Fato

Bairros da tipologia OUTROS/MISTOS

Areeiro: Portugal Novo

Beato: Ourives/Estrada de Chelas, Cooperativas – Rua João Nascimento Costa/Rua Carlos Botelho

Campolide: Bela Flor, Liberdade, Quinta do Tarujo

Marvila: Loios, Amendoeiras, PRODAC

Avenidas Novas: Rego (Bairro de Santos e PER)

Campo de Ourique: Sete Moinhos, Casal Ventoso

Penha de França: Horizonte

Alvalade: Bairro S. João de Brito/Pote de Água, Cooperativas 25 de Abril e Unidade do Povo

Alcântara: Cascalheira/Alvito Velho

Estrela: Rua Possidónio da Silva

Ajuda: Rio Seco

S. Vicente: Quinta do Ferro

 

GAL URBANO REDE DLBC LISBOA_ BAIRRO MUNICIPAL
Data de início: 23-03-2018 | Data de encerramento: 19-09-2018
AVISO LISBOA-M8-2018-13

Dotação orçamental: 165.334,98 €

Bairros da tipologia Municipal

Ajuda: Casalinho da Ajuda, 2 de Maio

Alcântara/ Campo de Ourique/Estrela: Quinta do Cabrinha/Quinta doLoureiro/Avenida de Ceuta

Santa Clara: Ameixoeira (PER), Charneca do Lumiar, Alta de Lisboa Centro

Alvalade: Murtas

Carnide: Padre Cruz, Horta Nova

Lumiar: Alta de Lisboa Sul, Alta de Lisboa Centro, Cruz Vermelha, Pedro Queiroz Pereira

Marvila: Flamenga, Condado, Armador, Quinta das Salgadas/Alfinetes, Marquês de Abrantes

Penha de França: Alto da Eira, Quinta do Lavrado

Olivais: Quinta do Morgado, Alfredo Bensaúde

Parque das Nações: Quinta das Laranjeiras, Casal dos Machados

S. Domingos de Benfica: Furnas

Beato: Empreendimento Municipal Rua João Nascimento Costa, Empreendimento Municipal Rua Carlos Botelho

 

GAL URBANO REDE DLBC LISBOA – BAIRRO HISTÓRICO
Data de início: 23-03-2018 | Data de encerramento: 19-09-2018
AVISO LISBOA-M8-2018-12

Dotação orçamental: 66.862,31 €

Bairros da tipologia Histórico

Carnide: Centro Histórico de Carnide

S. Vicente: Graça/Sapadores

Arroios: Pena, Anjos

Santa Maria Maior/S. Vicente/ Arroios: Alfama, Mouraria, Castelo

Santo António: S. José/Santa Marta (eixo)

Misericórdia: Rua S. Paulo (Eixo)

Lumiar: Paço do Lumiar

Marvila: Marvila Velha

Estrela: Pampulha

São Domingos de Benfica: Rua Direita da Palma

 

GAL URBANO + BENFICA
Data de início: 23-03-2018 | Data de encerramento: 30-04-2018
AVISO LISBOA-M8-2018-11

Dotação orçamental: 151.758,41 €

Benfica: Colina das Escolas e IPL, Bairro do Calhariz Velho, Bairro do Calhariz Novo, Zona Histórica, Bairro da Boavista, Bairro dos Funcionários da Cadeia de Monsanto, Bairro de Santa Cruz, Bairro das Pedralvas, Bairro do Charquinho, Estrada A-da-Moita

 

GAL ESTRELA (Urbano)
Data de início: 05-03-2018 | Data de encerramento: 07-05-2018
AVISO LISBOA-M8-2018-10

Dotação orçamental: 208.294,00 €

Estrela: Bairro histórico da Madragoa, Bairro da Lapa, Av. Infante Santo, Rua das Janelas Verdes

O incentivo é a fundo perdido, com uma taxa de apoio entre os 30% e os 50%. 

As despesas previstas estão diretamente envolvidas com o projeto/atividade e são imprescindíveis para a sua implementação/execução, nomeadamente:

Máquinas, equipamentos, software;
Estudos, diagnósticos, planos de marketing e projetos de arquitetura;
Criação de novas marcas;
Domiciliação de aplicações, adesão inicial a plataformas digitais, publicação de novos conteúdos;
 Marketing digital, publicação de conteúdos e adesões a plataformas digitais;
Participação em feiras e exposição no exterior;
Obras de remodelação;
Material circulante;
entre outras.

 

Se precisa de mais informações, contacte-nos!

OS SEUS COLABORADORES ESTÃO PRONTOS A CORRER A MILHA EXTRA?

Milha-Extra-colaboradores

 

Hoje as Empresas necessitam de captar os melhores profissionais do mercado para vencer os desafios que diariamente têm em agenda. A competição pelo talento está a tornar-se cada vez mais forte e é travada ao nível da atração, motivação e retenção dos Colaboradores.

Reconhecido o papel crucial da gestão do talento no sucesso do negócio, nem sempre é fácil encontrar a melhor forma de a operacionalizar num cenário empresarial caracterizado por limitações orçamentais, falta de profissionais, constantes evoluções tecnológicas e expectativas diversificadas de Colaboradores multigeracionais.

Para responder a estes desafios é indispensável que as Empresas adotem ferramentas desenhadas à sua medida para implementarem uma gestão de recursos humanos mais flexível e evoluam para um modelo integrado de gestão de pessoas que abra espaço à diferenciação dos Colaboradores.

No cenário de gestão flexível o mérito é a palavra-chave. A identificação e gestão do valor individual determinou a reinvenção da Avaliação e Gestão de Desempenho e Gestão das Remunerações como instrumentos estratégicos da motivação da força de trabalho de qualquer Organização. Presentemente é reconhecida a sua importância quer para as Empresas alcançarem os objetivos organizacionais, quer serem percecionadas como um bom lugar para trabalhar, atrair e reter colaboradores talentosos.

Com a sua implementação o clima motivacional fica mais rico, apelativo e desafiante. Os Colaboradores compreendem as funções que desenvolvem, reconhecem a necessidade de cumprimento dos objetivos e constatam o mindset dos Gestores para alavancar o seu desenvolvimento.

Gerir os Recursos Humanos através de uma política de recompensas clara e objetiva que acompanha a dinâmica do seu desempenho e vai ao encontro da motivação dos Colaboradores, torna mais fácil a articulação de salário fixo, remuneração variável e programas diferenciados de benefícios.

Ao longo de mais de trinta anos de intervenção no setor de Recursos Humanos a EGOR desenvolveu Sistemas Integrados de Gestão de Pessoas, testados em dezenas de Organizações que têm como objetivo não só estruturar, desenvolver e recompensar os Colaboradores mas também atingir as metas organizacionais – O modelo SRH da EGOR viabiliza a articulação das funções, competências e avaliação de desempenho com o modelo de carreiras, sistema de remuneração e objetivos de negócio.

 

Uma vasta lista de clientes satisfeitos atesta as mais valias das nossas metodologias.

 

Rosa Coelho
Gestora de Projeto
EGOR PEOPLE & CHANGE

NÃO ADIE O SEU PROJETO DE INVESTIMENTO

CONCURSOS PORTUGAL 2020 EM BREVE

Concursos-Portugal2020-para-breve

As primeiras candidaturas de 2018 estão para breve e podem apoiá-lo na execução do seu projeto de investimento.

Inovação Produtiva e Empreendedorismo | Internacionalização e Qualificação PME

 

Não há melhor momento para repensar o seu negócio. Os concursos têm um prazo muito exigente, cerca de 45 dias, prepare-se antecipadamente.

Com a nossa experiência em consultoria e gestão de projetos, o seu projeto pode ser apoiado!

 Elaboração de candidaturas > 200 em diversas tipologias

 Gestão financeira de projetos 68 M€ de investimento elegível

Incentivo obtido > 35 M€

Partilhe connosco os seus objetivos e investimento previsto para o próximo triénio.

A nossa equipa pode apoiar na identificação do melhor programa de incentivo, assim como em todo o processo de formalização e gestão da candidatura.

Não adie mais o seu projeto, contacte-nos!

 

→ Projetos a Norte de Coimbra

Paulo Lopes, paulo.lopes@multisector.pt

Pedro Alves, pedro.alves@multisector.pt

→ Projetos a Sul de Coimbra 

Patrícia Sousa, patricia.sousa@multisector.pt

Rui Fradinho, rui.fradinho@multisector.pt

PT 2020 REFORÇADO COM MAIS 800 M€

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O Governo tem em marcha a discussão no terreno das linhas de reprogramação do Portugal 2020 e pretende concluir o processo, em Portugal e em Bruxelas, até ao final do primeiro semestre. O objectivo é reforçar os apoios às empresas, até 800 milhões de euros, que permitirão apoiar investimentos na ordem dos 5.000 milhões de euros. A reprogramação visa “o alinhamento” do Portugal 2020, principal instrumento de políticas públicas do país, com as prioridades do Programa Nacional de Reformas, nomeadamente no apoio ao investimento empresarial.

 

A principal novidade é a criação de um sistema de incentivos híbrido e inovador, que coloca as verbas que estavam alocadas nos instrumentos financeiros, ao serviço dos investimentos das empresas. Sem comprometer a dotação orçamental dos vários programas operacionais regionais, o reforço será feito através da mobilização de dotações desses programas, mas que estavam latentes para os instrumentos financeiros, isto é, usar as verbas que estavam destinadas ao chamado “banco de fomento” para aplicar noutras rubricas.

 

Recorde-se que o PT2020 entrou em vigor em plena vigência de intervenção da troika e, nessa altura, Portugal foi o segundo país da União Europeia a dedicar mais dotação a estes instrumentos financeiros. Com a retoma da economia e a maior facilidade no recurso ao crédito, o Governo pretende mobilizar significativamente esses instrumentos não utilizados para o financiamento dos projectos no âmbito dos diversos sistemas de incentivos.

 

Em termos práticos, os incentivos reembolsáveis, ou seja, os apoios que correspondem exclusivamente a empréstimos, serão alavancados através da mobilização do sistema financeiro e conserva-se a lógica tradicional do sistema de incentivos para a parte que se pode transformar em não reembolsável. Dessa forma, será possível que cada euro de fundos comunitários possa ser transformado em cinco ou dez euros de empréstimo final às empresas.

 

Fundos do Portugal 2020 comprometidos a 70%, mas a execução real situa-se nos 21,4%

 

De acordo com o último Boletim Informativo dos Fundos da União Europeia, de 31 de Dezembro de 2017, mais de metade da dotação do PT2020 está aprovada e mais de dois terços já foram colocados a concurso.

 

O volume de aprovações, isto é, a taxa de compromisso que foi conseguida no Compete (70,4%), destinado à competitividade e inovação das empresas, é muito elevado, mas reflecte sobretudo a dinâmica de lançamento de avisos e de análise de decisão sobre as candidaturas. Na prática, o cenário é bem diferente! Se olharmos para a efectiva execução dos projectos, que é medida através da despesa validada, dos pagamentos realizados aos beneficiários e dos reembolsos que são apresentados à Comissão, as taxas caem radicalmente. A execução global do Portugal 2020 situa-se em 21,4%, sendo que a execução do conjunto dos Programas Operacionais temáticos e regionais do continente apresenta uma execução global de apenas 17,4%.

 

É neste enquadramento que existe margem e necessidade de reprogramação do PT2020. Sabendo-se que o envelope financeiro não vai aumentar e que não estão previstas transferências de dotações orçamentais entre programas operacionais, terão que existir alterações ao programa para que se possa manter o lançamento de concursos para as candidaturas aos sistemas de incentivos e apoios às empresas até ao final 2020.

 

Verificando-se um desfasamento entre o nível de aprovações e de operações efectivamente realizadas (17,4%), o Governo poderá, para além da reprogramação financeira, avançar com medidas correctivas, para verificar se os promotores vão de facto avançar com o investimento.

 

Cláudia Martins
Directora Dept. Gestão de Projetos

ZERO CARIMBOS NO PT2020!

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Poderá ser mesmo considerada como a medida com mais visibilidade na simplificação dos procedimentos de gestão dos projetos co-financiados: a abolição dos carimbos nos documentos originais para efeitos de imputação de despesas! Foram mais de 3 décadas a colocar e preencher carimbos em todas as faturas imputadas aos projetos apoiados por fundos da união Europeia. O objectivo era chancelar os documentos e impedir duplicações de financiamento de despesas.

 

O fim dos carimbos não vai com certeza deixar saudades uma vez que esta tarefa representava muito tempo improdutivo gasto pelos colaboradores das empresas, ou pelos consultores, no processo de acompanhamento da execução dos projetos. Os números não enganam! De acordo com as informações do Governo, já foram apresentados mais de 56 mil pedidos de pagamento o que corresponde a cerca de 1,5 milhões de documentos de despesa referenciados nas declarações de despesa. Para além do excesso de trabalho administrativo e afectação a tarefas pouco produtivas, o procedimento também não era eficiente dada a quantidade de informação que deveria constar do carimbo. Muitas vezes este esforço era repetido pelo número de projetos a que uma mesma fatura estivesse associada.

 

A Multisector aplaude esta medida! Só no âmbito do Portugal 2020 a equipa de Gestão de Projetos da Multisector já apoiou na formalização de mais de 200 pedidos de pagamento que corresponderam a cerca de 13 mil documentos de despesa carimbados! Com o fim da obrigatoriedade de chancelar os documentos de despesa, o tempo de preparação e formalização dos pedidos de pagamento vai reduzir significativamente, pelo que o serviço ao cliente será ainda mais eficiente! O próximo passo desejado é a abolição do papel ao nível dos dossiers das operações!

 

A medida agora anunciada insere-se no Programa Simplex + do Governo, visa a redução da burocracia e continua a garantir o controlo financeiro das despesas através do cruzamento das informações lançadas nos formulários de pedido de pagamento, ficando garantido que a aplicação dos dinheiros públicos se faz com rigor.

 

Programa Simplex + 2017

 

O SIMPLEX+2017 tem 172 medidas de simplificação e modernização administrativa e legislativa para todas as áreas da governação, entre as quais a gestão dos fundos comunitários, que visam tornar a administração pública + eficiente, as comunicações + simples, os documentos + acessíveis, os licenciamentos + ágeis, prestar + serviços e + informação num único local e as obrigações + simples.

 

A aplicação do Simplex + no PT2020 começou com a consolidação da Plataforma de Acesso Simplificado – PAS – como a plataforma única e central de acesso a todos os instrumentos de apoio disponíveis, evitando múltiplos registos e acessos, depois com a simplificação das ferramentas electrónicas, nomeadamente formulários e ferramentas de análise. Os próximos passos no processo de simplificação estão associados à adesão à assinatura digital qualificada com cartão do cidadão e a melhoria do serviço de alertas para os promotores.

 

Cláudia Martins
Directora Dept. Gestão de Projetos

ALOJAMENTO LOCAL – O INFOGRÁFICO

O Alojamento Local não para de aumentar por todo o país, tendo mais que quadruplicado nos últimos 3 anos, existindo no final de 2017, mais de 55 mil espaços registados (fonte: RNAL) sendo 65% destes, apartamentos, 27% moradias e 8% operam como estabelecimentos de hospedagem.

 

Com um aumento de mais de 20% face a 2015, Portugal recebeu em 2017 mais de 11,6 milhões de turistas estrangeiros. O Alojamento Local tem-se tornado numa das principais modalidades de resposta a este crescimento do Turismo estrangeiro, principalmente na cidade de Lisboa.

 

A Multisector estudou esta oportunidade, veja alguns dos indicadores no infográfico em baixo:

 

AL_IG_MS

ATRAIR INVESTIMENTO PARA AS REGIÕES AFETADAS PELOS INCÊNDIOS

ATRAIR

 

Atrair novos investimentos empresariais e emprego para as regiões Centro e Norte, na sequência dos incêndios ocorridos em 2017.

 

O SI2E (Sistema de Incentivos ao Empreendedorismo e ao Emprego) ATRAIR,  com uma dotação de dez milhões de euros para o Centro e 2,5 milhões de euros para o Norte do país, pretende apoiar uma estratégia de dinamização e uma reestruturação do tecido económico local, de forma a criar e a reforçar o tecido produtivo e o emprego nas regiões afetadas.

 

Os concursos destinam-se exclusivamente aos concelhos:

 

Centro (43 municípios): Abrantes, Alvaiázere, Ansião, Arganil, Carregal do Sal, Castanheira de Pera , Castelo Branco, Castro Daire, Covilhã, Ferreira do Zêzere, Figueiró dos Vinhos, Fornos de Algodres, Fundão, Góis, Gouveia, Guarda, Lousã, Mação, Mangualde, Mira, Miranda do Corvo, Mortágua, Nelas, Oleiros, Oliveira de Frades, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra, Pedrógão Grande, Penacova, Penela, Proença-a-Nova, Santa Comba Dão, Sardoal, Seia, Sertã, Tábua, Tondela, Trancoso, Vagos, Vila de Rei, Vila Nova de Poiares, Vila Velha de Ródão e Vouzela.

Aviso N.º CENTRO-M9-2018-08

Candidaturas abertas até às 17:59:59 horas do 27 de abril de 2018

Norte: Castelo de Paiva

Aviso N.º NORTE-M7-2018-05

Candidaturas abertas até às 17:59:59 horas do 31 de maio de 202018

 

Consulte em detalhe os avisos específicos acima e conheça este sistema de incentivos aqui!

 

Mais informações ou esclarecimentos contacte-nos.

MULTISECTOR DINAMIZA WORKSHOP SOBRE I&DT

I&D é um motor para a competitividade das empresas e da nação 

 

A Multisector dinamizou o Workshop de Inovação Tecnológica – Candidaturas de I&DT no PT2020 que se realizou dia 31 de Janeiro, nas instalações da AERLIS e que contou com cerca de 40 participantes.

 

workshop-idt

 

A agenda da sessão teve como objectivos centrais:

 

1.
Sensibilizar as empresas quanto ao impacto positivo do investimento em I&DT
2.
Apresentar e caracterizar o ecossistema de incentivos do PORTUGAL 2020, para apoiar na identificação da melhor solução para cada tipologia de empresa e projeto
3.
Elucidar quanto aos processos e boas práticas de elaboração de candidaturas

 

O evento contou com o testemunho do CEO da Wintrust, Filipe Nuno Carlos que partilhou a sua experiência na utilização dos apoios de I&DT. Estes apoios permitiram o desenvolvimento de um projecto que consolidou a estratégia da empresa reflectindo-se em resultados positivos.

 

A Wintrust  é um exemplo de sucesso onde a I&DT e a visão estratégica foram ingredientes essenciais, do qual a Multisector se orgulha de participar.

 

Este workshop terá novas edições em breve!

OE 2018 | ALTERAÇÕES A REGISTAR

As principais alterações

oe2018_

 

ENTREGA DE IRS EM 2018

A entrega de IRS em 2018 só poderá ser efetuada através do Portal das Finanças.

Foram introduzidos 2 novos escalões de IRS, passando a tabela a constar de 7 escalões.

O novo Modelo 3 do IRS e seus respetivos anexos foram publicados em Diário da República (Portaria n.º 385-H/2017 2º Suplemento, Série I de 2017-12-29).

tabela_escaloes-7

 

SUBSÍDIO DE REFEIÇÃO

O valor do subsídio de alimentação até ao limite de 4,77 euros beneficia de exclusão de IRS a partir do dia 1 de janeiro de 2018.

Esta exclusão não se verificava em 2017, visto só estar isento o valor até 4,52 €.

 

VALES INFÂNCIA / EDUCAÇÃO 

Deixam de beneficiar da exclusão de tributação em sede de IRS os vales de educação atribuídos pela entidade patronal aos seus colaboradores, no entanto, continuam a beneficiar de tal exclusão os vales infância.

Tanto o vale de educação como o vale infância estão excluídos de TSU.

 

RENDIMENTOS OBTIDOS EM TERRITÓRIO NACIONAL

Passam a ser considerados rendimentos obtidos em Portugal as mais valias resultantes da transmissão onerosa de partes de capital.

 

CATEGORIA B – REGIME SIMPLIFICADO

Para efeitos de apuramento do rendimento tributável, é importante esclarecer que a dedução ao rendimento prevista está condicionada à verificação e validação de despesas suportadas.

Assim acresce ao rendimento tributado (75% e 35%) os rendimentos que resultam da diferença positiva entre os 15% dos rendimentos obtidos e o somatório das despesas suportadas e da dedução especifica (4104€).

 

Desengane-se quem pensa que pode vir a abater até 15% aos 75% dos rendimentos sujeitos a imposto, pois em causa está poder deduzir até 15% aos 90% do rendimento sujeito a imposto.

 

Exemplo prático para efeitos de cálculo do rendimento tributável.

 

Sabendo que,

 

Rendimento bruto: 40.000 euros

Total despesas validadas: 700 euros

 

_ Calculo dos 75% sobre o rendimento

=40.000 € * 75% = 30.000 €

 

_ Calcular do valor que vai acrescer aos 75% até ao limite de 15%

 

= (40.000 € * 15%) – 4.104 € (dedução especifica) – 700 € (despesas validadas)

=6.000 € – 4.104 € – 700 €

1.196 €

 

Total Rendimento Tributável = 31.196 € que corresponde a 78%¨¨ do rendimento bruto ¨¨(31.196 € / 40.000 € = 78%)

 

BENEFÍCIOS FISCAIS

Foi ampliado o beneficio fiscal, no que concerne à constituição de sociedades e aumentos de capital.

Se o OE de 2017 já contemplava as conversões de suprimentos ou de empréstimos de sócios em capital, além das entregas em dinheiro, agora para 2018 passa a poder realizar-se este aumento por conta de lucros e por conversão de créditos de terceiros.

O beneficio fiscal para entradas/aumentos de capital é de 7%/ano durante 6 exercícios, totalizando assim 42% das entradas.

 

 

Filipa Ilhéu
Managing Partner
Fórmula de Sucesso