INVESTIR NO FUTURO. ESTÁ NA HORA

30 Outubro 2020

INVESTIR NO FUTURO. ESTÁ NA HORA

investir-no-futuro

A Multisector lida com o tema “investimento” desde sempre.

É esse o pilar da oportunidade de atuação que tem no mercado há mais de 24 anos, e no qual se tornou especialista, sendo que os Sistemas de Incentivos são vistos como um meio para chegar a um fim, ie, são uma excelente fonte de financiamento que as empresas podem, e devem aproveitar.

Na nossa opinião, este é o timing certo para os Empresários portugueses refletirem estrategicamente sobre as suas empresas – e se questionem “para onde querem ir para o futuro?”, “que problemas de dependência sofreram com a pandemia no seu negócio?”, “ que novas oportunidades surgiram do ‘novo normal’?” – para traduzir em planos de investimento: “que novos investimentos devem começar a planear para os próximos dois anos?”.

Pode parecer um contra-senso pensar em investimentos quando as empresas estão, à partida, a passar dificuldades devido às restrições produtivas ou da procura em consequência da pandemia. Mas, naturalmente que esta assunção não é verdade para todos os negócios e sectores. Mesmo sendo-o para vários, também pode ser uma oportunidade para gerar mudança (falarei disso mais à frente).

Porque acredito que não é  um contra-senso? Desde logo, porque a visão empresarial não se pode focar apenas no curto-prazo, pois o médio e longo prazo é que garantirão a sobrevivência das empresas, a sua sustentabilidade e mesmo, o seu crescimento.

Identifico a seguir as razões para que os empresários portugueses comecem a reflectir sobre que futuro querem para as suas empresas, planeando um conjunto de investimentos que suporte a mudança reflectida (exigida):

1.

Dizem os gurus e peritos em Gestão e Economia, que é nos períodos de baixa de mercado (leia-se, de redução da procura generalizada, catástrofes ou redução de atividade) que se devem estruturar planos de ação e de investimento. Porquê? 1º) poucos o fazem; 2º) quem primeiro o fizer, maior probabilidade de sucesso terá para liderar na satisfação da procura na retoma, pois SERÃO OS PRIMEIROS A CHEGAR AO MERCADO E A SATISFAZER A PROCURA. SERÃO OS LÍDERES (e não seguidores). Naturalmente que devem ser investimentos indutores de maior competitividade: de I&D e de Inovação, de produto ou de processo produtivo (produzir de forma mais rápida, eficiente e barata).

2.

Uma redução atual de atividade produtiva e de procura devido à crise pandémica, deve ser vista também de um ângulo positivo, ou seja, como uma oportunidade para os empresários reflectirem se não chegou o momento de tomar decisões que os levem a diminuir riscos, diversificando: produtos e/ou serviços, mercados setoriais e geográficos, formas de colocar os produtos no mercado (em mais mercados e em mais clientes). Internamente, os empresários devem reflectir se não devem apostar mais em I&D, Inovação, design, marcas próprias, digitalização dos processos de negócio (internos e externos), maior automatização dos processos produtivos, maior informatização (ter hoje a informação adequada no momento certo, é fundamental para mais rapidamente serem tomadas ações e decisões!), novas formas de comunicação e de marketing digital, etc., etc.

3.

Novos Apoios ao Investimento. Tema muito querido da Multisector. Vão surgir, mais cedo ou mais tarde, e com muito dinheiro disponível. As ajudas aos empresários nos novos investimentos serão uma realidade a curto prazo e prevemos os seguintes instrumentos de apoio ao investimento empresarial:

→ Lançamento de Novos Concursos, ainda sob a égide do PT2020. Pode ainda acontecer (e em boa verdade, deveria já ter acontecido). A questão explica-se facilmente e é uma situação recorrente nos últimos meses dos Quadros Comunitários de Apoio (QCA):

• Candidaturas aprovadas, com Termos de Aceitação assinados e portanto, verbas dos incentivos cativas, mas que por várias razões, as empresas não aproveitam, sendo essas verbas descativadas e aproveitadas para novos concursos. Apesar de estarmos a dois meses da conclusão do período do PT2020 (as regras comunitárias permitem concluir a execução das verbas atribuídas até três anos depois do final do QCA, a chamada “regra do N+3”,ou seja, até 2023). Com a segunda vaga da epidemia, poderão abrir novos Avisos de Concurso no âmbito dos SI-I&DT e SI-Inovação direccionados para produtos relacionados para o combate ao Covid-19,ou mesmo, para apoiar na diversificação de produtos e processos produtivos.

Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). É verdade que as áreas de investimento (e montantes) são dominadas pelos apoios às infraestruturas da esfera pública nos domínios dos transportes, ambiente, transição energética e combate às alterações climáticas, infraestruturas escolares, equipamentos sociais e da saúde, mas existe verba para apoio às empresas, que devem ser aproveitadas pelos empresários.

Novo Quadro Comunitário de Apoio, onde haverá muito dinheiro para apoio aos investimentos empresariais. Ninguém sabe ao certo quando arrancará, mas numa situação normal (leia-se, mantendo-se a tradição entre mudança de QCA), deverá acontecer durante o 2º trimestre / início do 3º trimestre de 2021. A urgência da retoma económica do país e das empresas, pode, e acreditamos que vai apressar a chegada da “bazuca de dinheiro” às empresas.

Os empresários devem começar já a pensar que futuro de médio e longo prazo querem para as suas empresas, que mudanças devem ser capazes de gerar para diminuírem riscos de dependência (de produtos/serviços, clientes, setores, mercados geográficos, tecnologia, …), que esta pandemia trouxe e que importa contrariar. Está na hora! Este é o timing certo.

Como sempre, a Multisector está ao lado dos empresários nesta caminhada! Podem contar connosco – disponibilidade, experiência e know-how – quer na reflexão estratégica, quer na estruturação dos planos de investimento e no aproveitamento dos sistemas de incentivos para apoio ao investimento.

Rui Fradinho
Gestão Empresarial