O TURISMO A MÉDIO PRAZO

28 Outubro 2020

O TURISMO A MÉDIO PRAZO

A COVID 19, bem como a recente adesão do Turismo de Portugal ao Global Sustainable Tourism Council (GSTC) e ao Pacto Português para os Plásticos influenciaram o desenvolvimento do Plano de Turismo para 20-23, estando orientado para uma maior sustentabilidade.

 

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O Plano foi apresentado no passado dia 26, na sede do Turismo de Portugal, contando com as presenças da Secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, e da Secretária de estado do Ambiente, Inês dos Santos Costa.

O Plano estrutura-se em três pilares de atuação e um pilar transversal de controlo e avaliação de implementação:

1. Oferta cada vez mais sustentável;

2. Qualificação dos agentes do setor;

3. Promoção de Portugal enquanto destino sustentável, e;

4. Monitorização das métricas de sustentabilidade do setor.

Estes pilares traduzem-se na realização de mais de 70 projetos e ações alinhados com os desafios de sustentabilidade no panorama mundial, a estratégia delineada para o setor do Turismo até 2027 e a política de retoma pós COVID 19. Os projetos e ações preveem atingir os seguintes objetivos:

→ Crescimento em 50% dos empreendimentos com sistemas de eficiência energética, água e gestão de resíduos;

→ 50% dos empreendimentos de 4 e 5 estrelas eliminarem o plástico de uso único;

→ 25 000 adesões ao selo Clean&Safe;

→ 30 000 formados e 1 000 auditados;

→ 50 000 profissionais com formação na área da sustentabilidade;

→ 500 referências internacionais da sustentabilidade da oferta em Portugal.

No âmbito do segundo pilar de atuação do Plano, o Turismo de Portugal estabeleceu um protocolo com o Fundo Ambiental com o intuito de potenciar iniciativas e dinâmicas existentes e partilhar boas práticas, e consequentemente, incrementar receitas e satisfação do turistas e simultaneamente preservar o meio ambiente. Para isso, existe um financiamento de 100% pelo Fundo Ambiental, com um orçamento de 200 mil euros e um prazo de realização até 31 de dezembro de 2020 que pretendem:

→ A reeducação para uma restauração circular e sustentável;

→ Adoção de práticas de economia circular nos destinos turísticos litorais;

→ Neutralidade carbónica nos empreendimentos turísticos;

→ Construção sustentável em empreendimentos turísticos

→ Eficiência hídrica nos campos de golfe;

→ Redução do plástico na hotelaria.

Este protocolo conta com o apoio da AHRESP, Universidade Nova de Lisboa, Federação Portuguesa de Golfe e Conselho Nacional da Indústria do golfe e Travel without plastics.

Rita Marques acredita que a implementação deste plano potenciará “a recuperação do setor assente na sustentabilidade permitirá não só a resiliência perante futuras crises, como o retomar da atividade turística sob o compromisso de fazer melhor e com maior segurança, dos pontos de vista económico, social e ambiental”.

Edite Rodrigues
Estratégia & Desemvolvimento