FORMAÇÃO, UMA BREVE REFLEXÃO SOBRE O FUTURO

30 Abril 2020

FORMAÇÃO, UMA BREVE REFLEXÃO SOBRE O FUTURO

Aprender é uma atividade vital para o desenvolvimento dos indivíduos, quer seja no aperfeiçoamento de competências, ou mesmo para a atualização dos conhecimentos dos constantes avanços tecnológicos. Neste sentido, a procura e tendências da aprendizagem reflete-se na formação, e nas oportunidades que emergem no mercado de trabalho e nas profissões em foco no futuro.

 

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O relatório publicado, em Janeiro de 2020, pelo World Economic Forum indica que as áreas de aprendizagem do futuro são focadas para a saúde, os dados e inteligência artificial, a engenharia e could computing, e as green professions. Destaca ainda a área do conhecimento de marketing e vendas, de recursos humanos e desenvolvimento de produto.

Mas, o mercado laboral também aposta no desenvolvimento de soft skills, e são tendências para a formação as temáticas da criatividade, persuasão, colaboração, adaptabilidade e inteligência emocional.

No entanto, a aposta em formação no mercado português é bem diferente…

Os dados publicados, no passado mês de Fevereiro, pelo Gabinete de Estratégia e Planeamento do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança social relativos ao ano de 2018 indicam as áreas de “Ciências sociais, comércio e direito” e “Serviços” como as que têm o maior número de participações em ações de formação dos trabalhadores portugueses.

As empresas que mais procuram este tipo de formações são de média e grande dimensão, e com maior representatividade no setor da Captação, tratamento e distribuição de água, saneamento, gestão de resíduos e despoluição.

Em Portugal, a maioria destas formações ocorre em horário laboral (91,9%), sendo uma iniciativa do empregador (93,1%) e as entidades formadoras são as próprias empresas (67,2%).

Em média, em 2018, cada trabalhador presenciou a 33,8 horas de formação, mais hora e meia comparativamente ao ano anterior, traduzindo-se num custo médio por trabalhador de 397,5 euros. O perfil do trabalhador que participou nas ações de formação, maioritariamente, possui habilitações literárias elevadas, mestrado e licenciatura, e consequentemente, os cargos que ocupa são de especialistas de atividades intelectuais e científicas, e ainda técnicos e profissões de nível intermédio.

A formação, em contexto de trabalho, deve ser uma realidade presente nas organizações, abrangente e não discriminatória, e com a finalidade de acrescentar valor pessoal, social e corporativo, para tal é preciso mudar o paradigma. Valorizar e apostar numa estratégia de aprendizagem e formação como resposta aos desafios do futuro que as empresas enfrentam e envolvendo todos os colaboradores.

Bruna Parente
Estratégia & Desenvolvimento