CONTROLO DE GESTÃO | “TODOS DIFERENTES, TODOS IGUAIS”

30 Agosto 2018

CONTROLO DE GESTÃO | “TODOS DIFERENTES, TODOS IGUAIS”

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Nas duas edições anteriores da nossa Newsletter, abordamos o Controlo de Gestão enquanto ferramenta de apoio à gestão eficaz e eficiente das empresas, em que o foco para a tomada de decisão é sempre o cliente.

 

Dada a relevância do tema e as vantagens decorrentes da implementação de sistemas de controlo de gestão nas empresas, a Multisector decidiu aprofundar a questão e apresentar ao longo das próximas edições as fases para a intervenção nesta área – Diagnóstico, Arquitetura, Implementação e Monitorização.

 

Comecemos pelo princípio!

A importância da fase de diagnóstico

 

O Controlo de Gestão é um instrumento de monitorização da performance do negócio, que leva em consideração métricas, padrões e tendências e, não menos importante, a estratégia da empresa e os objectivos de negócio.

 

A primeira ação do Controlo de Gestão é a realização de um Diagnóstico rigoroso! Apesar de não se tratar da fase em que os problemas, falhas ou limitações são solucionados, é através do diagnóstico que os gestores conseguem identificá-los. Uma vez identificados, será possível geri-los (prioridades de intervenção), por forma a diminuir riscos e a alavancar oportunidades.

 

O diagnóstico é uma boa prática estabelecida e incontornável, mesmo nas ações do quotidiano percebemos que a primeira ação para a resolução de qualquer problema/anomalia é analisar (diagnosticar), para depois proceder à intervenção/rectificação. Permitam-nos as seguintes comparações:

Vamos ao médico com ou sem dor. Primeira ação? Diagnóstico

Levamos o carro à oficina. Primeira ação? Diagnóstico

Pedir assistência técnica para uma máquina industrial. Primeira ação? Diagnóstico

 

Concluindo, o diagnóstico como primeira atitude para a tomada de decisão está presente no nosso dia-a-dia.

Fazendo um paralelismo com as empresas, a diferença está na complexidade. Tratando-se de sistemas orgânicos e complexos, o diagnóstico deve ser estruturado e adaptado a cada empresa, para que responda eficazmente a cada realidade empresarial e a todos os seus elementos: gestores, parceiros, colaboradores, fornecedores, clientes e até a sociedade em geral. Na realização do diagnóstico empresarial é imprescindível “ouvir” e analisar cada um destes atores.

 

Apesar das metodologias diagnóstico serem baseadas em boas práticas, o diagnóstico resulta em conclusões únicas para cada realidade!

 

Vejamos o caso do médico: apesar de utilizar diferentes instrumentos de diagnósticos (raio X, termómetro, etc..) acaba por ajustar os tratamentos às características individuais de cada paciente (idade, género, peso, altura, história clínica, etc..)

No caso das empresas, podemos analisar o nível de rentabilidade do negócio, as margens de lucro, se a utilização dos recursos é eficiente, se apostam na diversificação produtos e/ou clientes, se estão preparadas para a internacionalização, etc. O diagnóstico irá sempre resultar em propostas de intervenção diferentes consoante a área de negócio, a dimensão da empresa, a localização, ou outras variáveis específicas de cada organização. Por exemplo, as margens de negócio de uma empresa de serviços, são naturalmente diferentes das de uma indústria transformadora, pelo que o indicador “margem de lucro” não é um indicador por si só.

 

Sendo que cada empresa é única, também o diagnóstico tem que ser feito à medida! Só desta forma a Arquitetura do Sistema de controlo de Gestão (plano de ação, onde se alinham as pessoas, sistemas informáticos e procedimentos), será ajustado às necessidades.

Mas isto é tema para a próxima newsletter… não percam… porque nós também não.

 

João Lacão
Estratégia Empresarial